Hérnia Peritônio-Pericárdio em Buldogue Francês.

Esse animal foi encaminhado para nossa equipe pela Dr. Alessandra Martins. Foi diagnosticada com piometra e ao realizar os exames pre-operatórios foi descoberta uma hérnia peritônio-pericárdio, o problema foi descoberto através do ecocardiograma e foi confirmado através de Tomografia Computadorizada. O animal é uma Buldogue Francês de 4 anos.

Agradecimento especial ao Dr. José Vinicius e ao Dr. Adriano Baldaia, membros da equipe Critical Care cirurgias especializadas, e a toda equipe da clinica Núcleo localizada na Barra da Tijuca – RJ.

Abertura de cavidade e localização da hérnia.

  Tração das alças localizadas no pericárdio.

Anel herniário onde se visualiza o coração.



Anel herniário fechado.


Cavidade fechada.


Pós imediato.

Colecistectomia (Retirada de vesícula biliar) em cão.

Essa paciente me foi encaminhada pela Clínica Veterinária Recreio com histórico de vômitos persistentes, icterícia, alterações bioquímicas hepáticas graves, ficou internada para tratamento clínico sem melhora significava. Após descartadas possíveis doenças infecciosas, procedeu-se com os exames de imagem e chegamos ao diagnóstico de obstrução de vesícula biliar por microcálculos e presença intensa de lama biliar. Animal então foi encaminhado para retirada cirúrgica da vesícula.

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Campo cirúrgico preparado.

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Incisão de pele.

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Abertura de cavidade abdominal e exploração para localização da vesícula.

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Localização e inicio de dissecção.

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Dissecção concluída e ligadura na base da vesícula.

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Vesícula retirada.

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Presença de diversos microcálculos e secreção muito espessa no interior da vesícula.

Critical Care

Agradecimento aos Doutores Adriano Baldaia, Lucas Santos e José Vinícius Lopes, membros da equipe Critical Care pelo sucesso de mais uma cirurgia.

Correção de Shunt Extra-hepático Espleno-caval com Uso de Constritor Ameróide

Esse animal foi encaminhado para cirurgia pela Drª Simone Passos e Drª Luciane Passos da Clínica Veterinária Recreio. Animal apresentava alterações neurológicas e após diversos exames foi diagnosticado com Shunt extra-hepático espleno-caval através de exame de Tomografia computadorizada. A cirurgia foi realizada em conjunto com o Dr. André Lacerda no Hospital Veterinário Canne & Gatto. Agradecimentos especiais ao Dr. Adriano Baldaia e Dr. Guilherme Monteiro.

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Imagens da TC.

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Constritor Ameróide.

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Campo operatório preparado.

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Incisão de pele.

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Abertura de cavidade.

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Localização do Shunt.

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Shunt localizado.

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Dissecção e reparo com fio para isolamento do shunt.

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Colocação do Constritor Ameróide.

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Constritor devidamente colocado, retirada dos reparos e finalização da cirurgia.

 

II Curso de Emergência em Pequenos Animais – Agradecimento a todos os participantes!

II Curso emergência

O II Curso de Emergências em Pequenos Animais foi um grande sucesso e gostaria de agradecer em meu nome e em nome do Prof. José Vinícius Lopes a todos os participantes do curso. Foi muito bom trocar idéias e informações com todos vocês.

Gostaria de agradecer ao Dr. Daniel Balthazar da Fundação Riozoo, Dr. Rose Coelho da Digicare, Eduardo da LF livros, Dr. Simone da Syntec, Dr. Luciana Gomes da Agener e a Dr. Taiana Révész da Hill’s Pet Nutrition pela parceria e confiança no nosso trabalho. Agradeço também a brilhante participação do meu amigo e excelente intensivista           Dr. Adriano Baldaia, sem sua ajuda não teria sido tão bom.

Vamos em frente que no próximo ano teremos grandes novidades.

Um grande abraço a todos e até lá!

Att.

Dr. André Carneiro.

Flap pediculado de pele para cobertura de lesão por miíase.

Animal de rua que chegou até a clínica por intermédio de uma cliente. Estava com uma miíase muito grande e já havia perdido dois dígitos, foi feita limpeza da ferida e tratamento da lesão para que pudesse ser realizado o enxerto.

Lesão após limpeza e tratamento sendo preparada para receber o enxerto.

Amputação do terceiro metacarpo devido a exposição óssea e possível osteomielite.

Reavivamento dos bordos da lesão.

Retirada do flap da área doadora, região latero-cranial de tíbia.

Medindo o tamanho do flap e ensaiando a cobertura.

Primeiros pontos para fixação do flap.

Fechamento da área doadora.

Finalização da cobertura.

Resultado após 30 dias.

Flap ainda presente sem necrose, um pouco retraído devido a deiscência de alguns pontos por lambedura do animal.

Retirada do flap com excelente resultado final, agora é só aguardar o fechamento total da lesão. Animal já caminha normalmente e apoia o membro sem problemas.

Cistotomia em Felino por Obstrução Uretral.

Esse animal chegou a mim encaminhado por uma colega veterinária com o seguinte histórico: Dificuldade em urinar que culminou em obstrução total, intensa hematúria quando ainda conseguia urinar, chegou a mim após 7 dias de tentativas sem sucesso de desobstrução. Foi solicitada US abdominal que revelou presença de uma massa, dentro da bexiga, com ecogenicidade variada sugerindo um coágulo e/ou massa tumoral, intensa hidronefrose em rim esquerdo com dilatação de ureter e rim direito com discreta hidronefrose, presença de líquido livre em cavidade. Foi realizada sondagem com sonda Tom Cat onde não se conseguia passar de determinado segmento da uretra. Recomendei laparotomia exploratória para avaliar possível ruptura de bexiga e avaliação da massa.

Campo cirúrgico preparado

Presença de grande quantidade de líquido em cavidade abdominal.

Bexiga extremamente edemaciada e inflamada mas sem evidências de ruptura.

Incisão na bexiga revelando presença de grande coágulo ocupando toda extensão da bexiga.

Bexiga vazia após retirada de todo conteúdo.

Sutura terminada já com bexiga repleta de soro injetado por sonda uretral, nenhum ponto de vazamento.

Conteúdo retirado da bexiga.

Único cálculo encontrado com aproximadamente 3 mm, estava obstruindo exatamente a saída da uretra, será ele o provocador de tudo isso?

Gestação e parto em cadelas.

Pessoal semana passada realizei uma cesárea e então me lembrei que nunca havia feito um post sobre esse tema aqui no Blog. Achei um artigo muito interessante e vou colocá-lo aqui para compartilhar com todos.

Não se sabe ao certo a origem do nome cesárea. Alguns dizem que se deve ao parto do Imperador Romano Caio Júlio César, que teria nascido através de um corte na barriga de sua mãe, Aurélia. No entanto, sua mãe viveu por muitos anos após seu nascimento, o que torna essa versão muito pouco provável, pois pelas condições da época a morte dela seria certa.

Outros relacionam o nome ao verbo latino “caedere” que quer dizer “cortar”.

A maioria dos estudiosos, no entanto, acredita que o termo se relaciona a uma lei romana escrita por Numa Pompílio, que proibia o sepultamento de qualquer gestante, sem antes abrir sua barriga, para tentar retirar a criança com vida. Esta lei tinha o nome de Lexis Regis, que depois ficou conhecida como Lex Caesarea, termo este muito próximo do atual.

Seja qual for sua origem, a cesárea é o nome que se dá à cirurgia por via abdominal que corta o útero, com a intenção de se retirar o feto.

Então esses são os filhotinhos da cesárea, todos estão ótimos e já estão mamando muito!

Pessoal este é o artigo que falei, é muito interessante: Gestação

Fonte: Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.29, n.3/4, p.142-150, jul./dez. 2005. Disponível em http://www.cbra.org.br

Uretrostomia com ruptura de bexiga por obstrução uretral

Animal foi encaminhado para clínica com o seguinte histórico: Já havia sido operado por outra colega com litíase vesical, cirurgia transcorreu sem problemas, foi indicado à proprietária acompanhamento com exames pós operatórios e dieta com ração de prescrição, a qual não foi seguida. A primeira cirurgia ocorreu 4 meses atrás. Chegou a mim com histórico de não conseguir urinar foi encaminhado para US abdominal onde foi detectada ruptura da vesícula urinária com presença de incontáveis cristais na uretra, então foi encaminhado para cirurgia.

Abertura de pele, notar sutura muscular da cirurgia anterior.

Abertura de cavidade com grande quantidade de líquido abdominal.

Exposição da vesícula urinária extremamente inflamada e friável.

Localização da ruptura e passagem de sonda uretral pela bexiga para localização da uretra.

Realização de orquiectomia com ablação de bolsa escrotal.

Lateralização do músculo retrator do pênis e localização da uretra.

Abertura da uretra e retirada dos cálculos.

Passagem da sonda após desobstrução completa.

Passagem da sonda agora da uretra para bexiga.

Sutura da uretrostomia com pontos simples separados com fio absorvível 3-0  (Poliglactina 910 ).

Sutura da vesícula urinária acompanhando o mesmo padrão da uretra.

Término da cirurgia após exaustiva lavagem da cavidade abdominal com solução salina estéril.

Animal ficou internado por 72 horas após a cirurgia e foi liberado para casa urinando normalmente pela uretrostomia após a retirada da sonda.

Lesão por abrasão cutânea.

Este animal deu entrada no IEMEV com histórico de atropelamento, onde o animal foi arrastado por alguns metros e resultou nisso.

Foi feita limpeza da área e sutura com a colocação de um dreno.

Sutura finalizada, animal foi liberado no dia seguinte após realização de exames. Sutura realizada pelo Dr. Adriano Baldaia.

Enterotomia por corpo estranho linear em felino.

Este animal deu entrada na clínica com quadro de vômitos e diarréia, após realização de exames e US abdominal foi detectado corpo estranho linear em porção final de cólon e início do reto. Animal foi encaminhado para o setor de cirurgia.

Abertura da cavidade abdominal.

Exposição e abertura da alça.

Retirada das fezes presentes.

Retirada de corpo estranho com 10 cm aproximadamente.

Fechamento da alça.

Sepultamento da sutura para evitar aderências.

Finalização da cirurgia.