Tratamento de estenose traqueal em cães com uso de próteses de polipropileno.

O colapso traqueal é uma doença degenerativa e incapacitante, tendo uma grande importância na clínica de cães. O colapso traqueal faz com que a passagem de ar para os pulmões fique diminuída, debilitando e muitas vezes levando o animal a óbito. Os sinais clínicos podem ocorrer de forma aguda, e então, progridem lentamente por meses a anos. Há piora da tosse durante uma fase de excitação ou exercício, ou quando a coleira exerce pressão sobre o pescoço do animal. Em casos mais avançados ou após exercícios, podem-se observar dispnéia inspiratória nos cães com colapso extratorácico e dispnéia expiratória nos animais com colapso intratorácico. É freqüentemente diagnosticada baseando-se nos sinais clínicos e nos achados das radiografias torácica e cervical. A fluoroscopia ou broncoscopia são mais sensíveis do que as radiografias de rotina. Uma opção de tratamento para o colabamento traqueal é sintomático, e pode aliviar os sintomas em alguns cães. Outra opção é o tratamento cirúrgico, que é indicado para cães com 50% ou mais de redução no diâmetro luminal da traquéia. O objetivo do procedimento cirúrgico é proporcionar sustentação rígida para o segmento traqueal colabado e manter a função do sistema mucociliar.

Artigo: Correção de colapso traqueal

Enucleação.

Esse animal é de um amigo, também veterinário, o Dr. Felipe Batalha da clínica Dr. Silvestre. O animal tinha glaucoma e já havia sido feita enucleação do olho direito, tendo em vista o desconforto do animal e as sucessivas lesões resolvemos enuclear o outro olho.

Campo preparado

Feita cantotomia lateral, medial e incisão perilímbica para divulsão do globo ocular.

Divulsão completa do globo.

Retirada do globo e anexos.

Finalização.

Cardiomiotomia para correção de megaesôfago em cães.

A dilatação generalizada ou segmentar  do esôfago decorre de distúrbios neuromusculares que prejudicam a motilidade esofágica (JONES et al., 2000). Megaesôfago é termo que se refere à dilatação esofágica generalizada, resultante de esôfago aperistáltico, secundário a distúrbio neuromuscular. Esta patologia tem como predileção racial, o Fox Terriers Pêlo de Arame e Schnauzers miniaturas, além de ser uma afecção hereditária também nas raças de Pastor Alemão, Newfoundland Dinamarquês Great Dane, Setter Irlandês, Shar Pei, Pug, Greyhound (TILLEY et al., 2003).

Classicamente, observa-se, inicialmente, um quadro agudo de regurgitação, quando se fornece alimento  sólido ou semi-sólido ao animal. É de extrema importância saber que a regurgitação se diferencia do  vômito, pois o animal não apresenta anorexia, porém desenvolve emagrecimento. O vômito é caracterizado pela volta do alimento já digerido no  estômago, enquanto,  na regurgitação, o alimento não chega a atingir  o estômago. No início da doença, regurgitação de alimentos ingeridos ocorre logo após sua ingestão, podendo ocorrer após minutos ou horas (FOSSUM et al., 1997).

Fonte: http://www.revista.inf.br/veterinaria08/revisao/09.pdf

Aos interessados um estudo comparativo entre 3 técnicas de cirurgia para correção de megaesôfago: Cardiomiotomia

Anastomose intestinal por evisceração.

Animal chegou a clínica após cirurgia de castração com quadro de evisceração, já havia ruptura e necrose de partes da alça intestinal.

Momento que animal deu entrada na clínica.

Ruptura de alça com presença de fezes.

Avaliação da alça e retirada do fragmento, início da anastomose.

Anastomose terminada.

Segmento intestinal retirado.

Animal bem após 24 horas.

Esse animal vive muito bem hoje mesmo sem o fragmento do intestino, só vem a clínica para vacinação, o nome dela é Miucha!

Retirada de Glândula Salivar.

Esse animal chegou com histórico de sialolitíase, foi realizada a cirurgia para retirada dos cálculos e após 45 dias animal teve recidiva mas não apresentava cálculos apenas sialocele. Então optamos por fazer a retirada da glândula salivar.

Sialocele submandibular.

Campo preparado.

Localização e retirada da glândula.

Fechamento de musculatura.

Finalização.

A cirurgia foi realizada há 3 meses atrás e animal não apresentou recidiva, o material foi enviado para histopatologia e confirmou que era a glândula salivar.

Hérnia Perineal.

Pessoal, primeiramente desculpem a demora em postar novas fotos mas estava muito enrolado com essa época de carnaval. Vamos lá!

Esse animal chegou a mim com uma hérnia perineal de mais ou menos 6 meses de evolução. Solicitei uma US que confirmou a hérnia, então, partimos para cirurgia.

Animal posicionado na mesa.

Campo preparado.

Abertura do saco herniário, notar presença de sutura em bolsa de tabaco no ânus para evitar contaminação do campo.

Drenagem do líquido livre no saco herniário.

Localização doconteúdo herniário, nesse caso havia parte da bexiga e alça intestinal.

Redução do conteúdo herniário.

Fechamento da parede muscular com fio de nylon.

Término da cirurgia e retirada da sutura em bolsa de tabaco do ânus.

O animal foi castrado nesse mesmo procedimento, retornou após 14 dias para retirada dos pontos e estava muito bem.

Síndrome do gato voador

            Uma pesquisa da UnB mostra que os riscos para os gatos quando eles caem acima do 5º andar é menor que quando eles caem do 4º nível. A uma distância mediana eles têm dificuldades de virar e tocar o chão com as quatro patas, o que faz com que a queda do 10º andar ou do segundo provoque ferimentos parecidos, leves, na maioria das vezes. A dificuldade específica dos gatos com essa distância foi chamada de síndrome do gato voador. Segundo o médico veterinário da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB) Richard da Rocha Filgueiras, nos andares mais baixos, como 1º e 2º, o animal tende a cair naturalmente de pé, considerando a medida de 3,6m para cada patamar. Um pouco acima disso, o gato pode não conseguir trocar de posição, o que o faria colidir com o solo de costas ou lateralmente. “O perigo é maior porque pode ocorrer trauma abdominal com lesão de orgãos ou pulmonar, ruptura diafragmática e hemorragia interna”, diz. Acima do 6º andar, o gato consegue girar e atingir o chão com as quatro patas, amortecendo o impacto. Isso não significa que o animal não se machuque. Em quedas maiores, as fraturas se concentram nas patas da frente e no queixo, que também bate na superfície, além de lesões na cavidade oral.

Esse animal foi atendido por mim, onde o proprietário relatou queda do animal justamente do 4º andar, apresentava dispnéia ( dificuldade respiratória ), escoriações de pele, mas sem evidências de fraturas. Solicitei um rx de tórax onde foi constatada uma ruptura diafragmática, o animal foi estabilizado e encaminhado para a cirurgia.

Rx Pré – operatório

Rx Pré – operatório.

Campo cirúrgico preparado

Retirada das alças intestinais e parte do fígado que encontrava -se dentro do tórax, notar a presença do coração bem próximo a ruptura, ele também estava sendo comprimido pelas alças.

Localização da ruptura.

Rafia da ruptura.

Finalização.

Ruptura de diafragma em cão.

Este animal chegou à clínica após ser achado pela esposa de outro colega. Apresentava dispnéia, mas revelava-se ativo e disposto. Realizamos um Rx de tórax que evidenciou uma ruptura diafragmática esquerda. Como o animal já apresentava quadro compensado, resolvemos realizar a cirurgia.

Rx lateral pré – operatório.

Rx DV pré – operatório.

Acesso abdominal e localização da ruptura.

Rafia da ruptura com fio inabsorvível ( Nylon 0 )

Rafia completa da ruptura.

O animal está muito bem, é o animal de estimação do colega que o achou. Hoje ela se chama Florzinha.

Abertura de conduto auditivo horizontal.

Esse animal chegou até a clínica pois apresentava otite recorrente, ao exame físico notou-se presença de massa obstruindo totalmente a entrada do conduto auditivo direito. Recomendei uma intervenção cirúrgica para abertura do conduto auditivo horizontal com intuito de tratar essas otites recorrentes.

Anatomia do ouvido canino.

Massa obstruindo totalmente conduto auditivo

Ressecção parcial da massa e abertura do conduto vertical.

Retirada de fragmento da cartilagem vertical, deixando apenas pedículo para abertura do conduto horizontal.

Sutura da cartilagem na pele para manter abertura do conduto.

Finalização da cirurgia mantendo conduto auditivo aberto.

Aspecto final da cirurgia.

Uretrostomia pré-púbica em felino por ruptura de uretra pélvica.

Este animal foi encaminhado para a cirurgia devido a diversos quadros obstrutivos por cálculos vesicais. Na tentativa de desobstruir o animal, houve ruptura da uretra pélvica levando a uroperitôneo. Então optou-se pela marsupialização.

Localização da uretra.

Divulsão da uretra.

Ligadura da uretra.

Passagem da uretra por incisão paralela a linha de incisão.

Finalização da cirurgia.

O animal recuperou-se bem da cirurgia e hoje urina normalmente com total controle da micção.