Uretrostomia com ruptura de bexiga por obstrução uretral

Animal foi encaminhado para clínica com o seguinte histórico: Já havia sido operado por outra colega com litíase vesical, cirurgia transcorreu sem problemas, foi indicado à proprietária acompanhamento com exames pós operatórios e dieta com ração de prescrição, a qual não foi seguida. A primeira cirurgia ocorreu 4 meses atrás. Chegou a mim com histórico de não conseguir urinar foi encaminhado para US abdominal onde foi detectada ruptura da vesícula urinária com presença de incontáveis cristais na uretra, então foi encaminhado para cirurgia.

Abertura de pele, notar sutura muscular da cirurgia anterior.

Abertura de cavidade com grande quantidade de líquido abdominal.

Exposição da vesícula urinária extremamente inflamada e friável.

Localização da ruptura e passagem de sonda uretral pela bexiga para localização da uretra.

Realização de orquiectomia com ablação de bolsa escrotal.

Lateralização do músculo retrator do pênis e localização da uretra.

Abertura da uretra e retirada dos cálculos.

Passagem da sonda após desobstrução completa.

Passagem da sonda agora da uretra para bexiga.

Sutura da uretrostomia com pontos simples separados com fio absorvível 3-0  (Poliglactina 910 ).

Sutura da vesícula urinária acompanhando o mesmo padrão da uretra.

Término da cirurgia após exaustiva lavagem da cavidade abdominal com solução salina estéril.

Animal ficou internado por 72 horas após a cirurgia e foi liberado para casa urinando normalmente pela uretrostomia após a retirada da sonda.

Lesão por abrasão cutânea.

Este animal deu entrada no IEMEV com histórico de atropelamento, onde o animal foi arrastado por alguns metros e resultou nisso.

Foi feita limpeza da área e sutura com a colocação de um dreno.

Sutura finalizada, animal foi liberado no dia seguinte após realização de exames. Sutura realizada pelo Dr. Adriano Baldaia.

Enterotomia por corpo estranho linear em felino.

Este animal deu entrada na clínica com quadro de vômitos e diarréia, após realização de exames e US abdominal foi detectado corpo estranho linear em porção final de cólon e início do reto. Animal foi encaminhado para o setor de cirurgia.

Abertura da cavidade abdominal.

Exposição e abertura da alça.

Retirada das fezes presentes.

Retirada de corpo estranho com 10 cm aproximadamente.

Fechamento da alça.

Sepultamento da sutura para evitar aderências.

Finalização da cirurgia.

Tratamento de estenose traqueal em cães com uso de próteses de polipropileno.

O colapso traqueal é uma doença degenerativa e incapacitante, tendo uma grande importância na clínica de cães. O colapso traqueal faz com que a passagem de ar para os pulmões fique diminuída, debilitando e muitas vezes levando o animal a óbito. Os sinais clínicos podem ocorrer de forma aguda, e então, progridem lentamente por meses a anos. Há piora da tosse durante uma fase de excitação ou exercício, ou quando a coleira exerce pressão sobre o pescoço do animal. Em casos mais avançados ou após exercícios, podem-se observar dispnéia inspiratória nos cães com colapso extratorácico e dispnéia expiratória nos animais com colapso intratorácico. É freqüentemente diagnosticada baseando-se nos sinais clínicos e nos achados das radiografias torácica e cervical. A fluoroscopia ou broncoscopia são mais sensíveis do que as radiografias de rotina. Uma opção de tratamento para o colabamento traqueal é sintomático, e pode aliviar os sintomas em alguns cães. Outra opção é o tratamento cirúrgico, que é indicado para cães com 50% ou mais de redução no diâmetro luminal da traquéia. O objetivo do procedimento cirúrgico é proporcionar sustentação rígida para o segmento traqueal colabado e manter a função do sistema mucociliar.

Artigo: Correção de colapso traqueal

Enucleação.

Esse animal é de um amigo, também veterinário, o Dr. Felipe Batalha da clínica Dr. Silvestre. O animal tinha glaucoma e já havia sido feita enucleação do olho direito, tendo em vista o desconforto do animal e as sucessivas lesões resolvemos enuclear o outro olho.

Campo preparado

Feita cantotomia lateral, medial e incisão perilímbica para divulsão do globo ocular.

Divulsão completa do globo.

Retirada do globo e anexos.

Finalização.

Cardiomiotomia para correção de megaesôfago em cães.

A dilatação generalizada ou segmentar  do esôfago decorre de distúrbios neuromusculares que prejudicam a motilidade esofágica (JONES et al., 2000). Megaesôfago é termo que se refere à dilatação esofágica generalizada, resultante de esôfago aperistáltico, secundário a distúrbio neuromuscular. Esta patologia tem como predileção racial, o Fox Terriers Pêlo de Arame e Schnauzers miniaturas, além de ser uma afecção hereditária também nas raças de Pastor Alemão, Newfoundland Dinamarquês Great Dane, Setter Irlandês, Shar Pei, Pug, Greyhound (TILLEY et al., 2003).

Classicamente, observa-se, inicialmente, um quadro agudo de regurgitação, quando se fornece alimento  sólido ou semi-sólido ao animal. É de extrema importância saber que a regurgitação se diferencia do  vômito, pois o animal não apresenta anorexia, porém desenvolve emagrecimento. O vômito é caracterizado pela volta do alimento já digerido no  estômago, enquanto,  na regurgitação, o alimento não chega a atingir  o estômago. No início da doença, regurgitação de alimentos ingeridos ocorre logo após sua ingestão, podendo ocorrer após minutos ou horas (FOSSUM et al., 1997).

Fonte: http://www.revista.inf.br/veterinaria08/revisao/09.pdf

Aos interessados um estudo comparativo entre 3 técnicas de cirurgia para correção de megaesôfago: Cardiomiotomia

Anastomose intestinal por evisceração.

Animal chegou a clínica após cirurgia de castração com quadro de evisceração, já havia ruptura e necrose de partes da alça intestinal.

Momento que animal deu entrada na clínica.

Ruptura de alça com presença de fezes.

Avaliação da alça e retirada do fragmento, início da anastomose.

Anastomose terminada.

Segmento intestinal retirado.

Animal bem após 24 horas.

Esse animal vive muito bem hoje mesmo sem o fragmento do intestino, só vem a clínica para vacinação, o nome dela é Miucha!