Tumor em face

Este animal tinha o histórico de crescimento de massa em lateral direita da face. crescimento teve curso de aproximadamente 6 meses.

Tumoração em lado direito da face.

Tumoração.

Campo cirúrgico preparado.

Incisão inicial.

Divulsão e liberação de toda a massa.

Retirada de pele excedente e finalização da cirurgia.

Laparotomia para retirada de tumor abdominal.

Esse animal deu entrada na clínica com histórico de diarréia, foi solicitada uma US abdominal onde foi detectada uma massa de 12 cm x 8 cm, próximo ao rim direito. Foi solicitada uma tomografia para avaliar possível vascularização conjugada ao rim e/ou comprometimento do mesmo, todos os exames hematológicos e bioquímicos apresentavam-se normais. A tomografia revelou não haver ligação vascular ou comprometimento renal, sendo assim animal foi encaminhado para cirurgia.

Imagem da tomografia, notar grande diferença de tamanho entre o tumor e o rim.

Incisão inicial.

Logo após incisão, foi localizado e exteriorizado o tumor.

Retirada do tumor, apesar do tamanho era um tumor pouco vascularizado.

Aproximadamente 14 cm x 8 cm

Tumoração cística, o material foi encaminhado para histopatologia e aguardo resultado, assim que chegar posto aqui para todos.

Princípios gerais de criocirurgia no tratamento de tumores em pequenos animais.

Mecanismo de Ação da Criocirurgia

Efeitos diretos

A ação do gelo nos tecidos está relacionada aos

efeitos diretos nas células e na estase vascular que se

desenvolve após o descongelamento. Durante o processo

de congelamento ocorre a formação de cristais

de gelo intracelular e extracelular. A formação do gelo

extracelular altera o gradiente osmótico entre o meio

intracelular e o extracelular produzindo um efeito

hiperosmolar que extrai água do meio intracelular e induz

uma concentração tóxica de eletrólitos, a qual provoca

um dano irreversível à célula. O aumento da concentração

intracelular de eletrólitos resulta em alterações

do pH nas macromoléculas e na membrana da

célula.

A formação do gelo intracelular é dependente do

tempo de congelamento e de uma temperatura mínima

atingida. Um congelamento rápido à temperatura baixa

resulta numa maior quantidade de gelo

intracelular. Desse modo, não ocorre perda de água

para o meio extracelular e, na tentativa de manter o

equilíbrio, formam-se pequenos cristais

intracelulares, os quais provocam danos nas

organelas como as mitocôndrias e retículo

endoplasmático induzindo a uma destruição celular

irreversível.

Efeitos indiretos sobre a circulação

A injúria criogênica provoca estase vascular e

anóxia tecidual resultando em necrose isquêmica. A

estase vascular está restrita ao local de exposição do

criógeno e ocorre devido ao aumento da permeabilidade

dos vasos resultando em hemoconcentração. A formação

de trombos ocorre em 65% dos capilares e 35

a 40% das arteríolas e vênulas a uma temperatura que

varia de 3 a 11°C, no entanto, a trombose completa

dos vasos é detectável à temperatura de -15 a -20°C

após 30 minutos de congelamento.

Por meio de exame microscópico constatou-se

que aproximadamente duas horas após o congelamento

já se observa edema, danos focais aos capilares, hemorragia

e formação de microtrombos. Por volta de 5

a 8 horas observa-se necrose focal ou segmentar dos

vasos sangüíneos. Clinicamente a gangrena aparece

entre o 1º e 7º dia, mas somente quando a injúria é

severa.

Efeitos imunológicos

Acredita-se que as substâncias antigênicas normalmente

encontradas nas células e liberadas quando

ocorre destruição celular pelo congelamento estejam

envolvidas na resposta antigênica.

Uma resposta imunológica após tratamento com

criocirurgia foi primeiro sugerida por volta dos anos 60

e 70, quando se observou a presença de anticorpos

circulantes contra tecido prostático e adrenal de humanos

e coelhos após congelamento.

Em estudos experimentais demonstrou-se que

linfócitos de animais com neoplasias tratadas com a

crioterapia, quando transfundidos em animais com

neoplasias semelhantes apresentaram um efeito

citotóxico maior do que aqueles transfundidos a partir

de animais não tratados. Esta resposta parece ser específica

para cada tipo de tecido, sendo estimulada pela

liberação de antígenos específicos do tumor durante ou

após o congelamento.

Indicações da Criocirurgia

A utilização da criocirurgia na medicina teve aplicação

clínica substancial por volta da década de 90, no

tratamento de tumores cutâneos. O surgimento de aparelhos

de ultra-som intra-operatório possibilitou a sua

utilização em tumores de próstata, fígado e rins, permitindo

a visualização do processo de congelamento.

Diversos tipos de tumores em diversas áreas do

corpo como pele, osso, ânus, reto, útero e cavidades

têm sido tratados com criocirurgia podendo ser utilizada

no tratamento de lesões benignas, tumores malignos

e pré-malignos. É o método considerado como tratamento

de escolha ou tratamento alternativo em diversas

doenças de pele. Qualquer área do corpo pode ser

tratada, não existe limite de idade. Possibilita o tratamento

de tumores recidivantes, lesões próximas ou fixadas

a ossos e cartilagens, tumores grandes ou pequenos.

É indicada para pacientes cirúrgicos de alto risco,

portadores de marca-passo, de coagulopatia e idosos.

É um método alternativo para pacientes nos quais outros

métodos de tratamento são impraticáveis.

Na medicina veterinária é mencionada para o tratamento

de tumores da cavidade oral e nasal, cutâneos e/ou de tecidos moles, tumores e fístulas perianais e mamárias.

Fonte: Rev. Educ. Contin. CRMV·SP, São Paulo. v. 6, n. 113, p. 53-62, 2003

http://www.cryac.com.br/ Esse é o site do único representante de aparelhos de criocirurgia no Brasil.

Alguns vídeos:

http://www.cryac.com.br/videos_vet.html

Artigos:

Crio

39. CRIOCIRURGIA EM FIBROPAPILOMATOSE EM TARTARUGAS VERDES

Tratamento criocirúrgico de tumores e de fístulas, em cães

Blefaroplastia por excisão tumoral em pálpebra inferior.

Este animal deu entrada na clínica com histórico de um nódulo em pálpebra inferior esquerda. Teve evolução de aproximadamente 30 dias, foi tratado inicialmente com pomada antiinflamatória mas não obteve bom resultado, foi indicada retirada cirúrgica e posterior avaliação histopatológica.

Nódulo palpebral.

Campo preparado.

Retirada do nódulo.

Sutura palpebral em padrão contínuo e intradérmica com fio absorvível de poliglactina 910 ( 3-0 ).

Sutura palpebral terminada.

Nódulo com aproximadamente 0,5 cm de diâmetro. Infelizmente a proprietária não autorizou a realização da histopatologia.

 

Após 7 dias, a foto foi tirada com o telefone por isso não está muito boa desculpem.

Cardiomiotomia para correção de megaesôfago em cães.

A dilatação generalizada ou segmentar  do esôfago decorre de distúrbios neuromusculares que prejudicam a motilidade esofágica (JONES et al., 2000). Megaesôfago é termo que se refere à dilatação esofágica generalizada, resultante de esôfago aperistáltico, secundário a distúrbio neuromuscular. Esta patologia tem como predileção racial, o Fox Terriers Pêlo de Arame e Schnauzers miniaturas, além de ser uma afecção hereditária também nas raças de Pastor Alemão, Newfoundland Dinamarquês Great Dane, Setter Irlandês, Shar Pei, Pug, Greyhound (TILLEY et al., 2003).

Classicamente, observa-se, inicialmente, um quadro agudo de regurgitação, quando se fornece alimento  sólido ou semi-sólido ao animal. É de extrema importância saber que a regurgitação se diferencia do  vômito, pois o animal não apresenta anorexia, porém desenvolve emagrecimento. O vômito é caracterizado pela volta do alimento já digerido no  estômago, enquanto,  na regurgitação, o alimento não chega a atingir  o estômago. No início da doença, regurgitação de alimentos ingeridos ocorre logo após sua ingestão, podendo ocorrer após minutos ou horas (FOSSUM et al., 1997).

Fonte: http://www.revista.inf.br/veterinaria08/revisao/09.pdf

Aos interessados um estudo comparativo entre 3 técnicas de cirurgia para correção de megaesôfago: Cardiomiotomia

Síndrome da cauda equina no cão (estenose lombossacral)

A cauda equina é o conjunto de nervos que constituem a medula espinhal, ao nível das vértebras lombares e sacrais. Nessa zona, a medula já não é uma estrutura tubular única, mas sim o conjunto de várias estruturas tubulares de menor dimensão, que faz lembrar a cauda de um cavalo.
Os distúrbios da medula espinhal, em especial os relacionados à região da cauda eqüina, são afecções neurológicas freqüentemente encontradas no cão. A compressão, destruição ou deslocamento das raízes espinhais que ocupam o canal vertebral caudal ao fim da medula espinhal levam a sintomas neurológicos que caracterizam a Síndrome da Cauda Eqüina (SCE). As deficiências neurológicas afetam comumente a locomoção, sendo facilmente reconhecíveis até pelos proprietários e associado a estes sinais intensa reação dolorosa na região lombosacra é observada.

Considerações Anatômicas:

O crescimento diferenciado do esqueleto e das estruturas neurais do embrião ocasiona uma disparidade entre a localização dos segmentos medulares e suas respectivas vértebras resultando em um cordão espinhal mais curto que a coluna vertebral. Nos cães, os três últimos segmentos da medula espinhal lombar (L5-L7) estão no interior da vértebra L4, os segmentos sacrais (S1-S3) estão na vértebra L5 e os segmentos coccígeos em L6. As raízes nervosas desses segmentos deixam o canal espinhal através do forame intervertebral caudal à vértebra de mesmo número percorrendo uma distância considerável dentro do canal vertebral caudal até o término da medula espinhal. Essa coleção de raízes nervosas que ocupa o canal vertebral caudal (conus medullaris) ao fim da medula espinhal forma a cauda equina.

Considerações Funcionais:

Os nervos periféricos que formam a cauda eqüina e tem importância clínica são:

* Nervos isquiáticos, originados nos segmentos medulares L6-L7-S1. Sinais de disfunção incluem diminuição do senso de propriocepção, paresia, ataxia, hipotonia, atrofia dos músculos, glúteo, bíceps femoral, semitendinoso, semimembranoso, tibial cranial e gastrocnêmio, além de áreas de parestesia e anestesia;
* Nervos pudendos, originados pelos segmentos medulares S2 e S3, que inervam os esfíncteres uretral e anal, músculos da vulva, pênis, prepúcio e escroto;
* Nervos pélvicos, originados das raízes nervosas de S2 e S3 que inervam as vísceras pélvicas e órgãos genitais. Podem ocorrer anormalidades voluntárias e reflexas da vesícula urinária, uretra, ânus, resultando em incontinência urinária e fecal e dificuldade de ereção e ejaculação.
* Nervos caudais, formados pelos segmentos medulares caudais Cc1 a Cc5. Lesões podem causar paralisia parcial ou completa exclusivamente da cauda.
Estudos cinéticos demonstraram que as articulações lombossacrais possuem maior mobilidade que outras articulações lombares caudais a L3, isto pode ter influência na alta incidência de doenças degenerativas nesta região.

Distúrbios congênitos que resultam em sintomas de disfunção de cauda equina:

– Anomalias Vertebrais e/ou das Raízes Nervosas

Anomalias do tecido nervoso, como a Espinha Bífida acompanhada de Mielomeningocele, podem estar associadas aos sintomas de SCE como incontinência urinária e fecal, dificuldade de deambulação de membros posteriores e reflexos. A etiologia e patofisiologia claramente a separam das demais causas comuns de disfunção de cauda eqüina. A Espinha Bífida resulta de uma falha embriológica na fusão das duas metades dos processos espinhosos dorsais das vértebras. Essa malformação é mais comum em Bulldogues Ingleses e gatos Manx e o desenvolvimento dos sinais neurológicos é variável. Anomalias congênitas lombosacrais consistem de vértebras transicionais simétricas ou assimétricas, com ou sem deslocamento de vértebra lombar, sacro ou pelve e com ou sem estenose do canal espinhal. Anomalias lombosacrais predispõem à degeneração precoce do disco e protrusão, deslocamento, ou estenose do canal espinhal secundária à hipertrofia de tecidos ou instabilidade vertebral. A estenose primária do canal espinhal da última vértebra lombar ou primeira sacral pode ocorrer sem a presença de segmentos vertebrais transicionais em cães de raças pequenas, sendo mais comum em cães de grande porte. Hemivértebras em região lombosacra são menos comuns, mas se presentes, instabilidade secundária ou deslocamento vertebral podem produzir compressão da cauda equina.

– Estenose Lombosacra Idiopática

Diferente da Estenose Lombosacra Degenerativa é uma doença definida de cães de pequeno e médio porte resultante de pedículos curtos e espessados, lâminas e facetas articulares escleróticas e espessadas, espessamento e envolvimento do ligamento longitudinal e facetas articulares invadindo dorsalmente o canal vertebral. Acredita-se que estas alterações resultam de uma falha no desenvolvimento do arco neural.

– Infecções

A Discoespondilite (osteomielite intradiscal) é uma doença infecciosa que envolve um ou mais discos intervertebrais e suas vértebras adjacente, geralmente associada à infecção do trato urinário, endocardite, dermatite, orquite ou bacteremias. Podem acometer qualquer espaço de disco intervertebral, sendo os espaços lombosacros os locais de maior ocorrência relatados. A afecção é de origem bacteriana ou fúngica, decorrente de infecção por corpo estranho (implantações cirúrgicas ou traumáticas)ou por via hematógena (forma mais comum na qual o fluxo sanguíneo diminuído da região subcondral nas epífises vertebrais permite a colonização do corpo vertebral por microorganismos). Ocorre difusão das bactérias pelas vértebras e discos, penetrando no espaço do disco intervertebral e vértebras adjacentes através dos seios venosos. Independente da causa, a infecção resulta em neoformação óssea no espaço do disco e formação de tecido fibroso conectivo na região da cauda equina. A dor espinhal é resultante da inflamação do disco intervertebral e sensibilidade de estruturas adjacentes.

– Neoplasias

Independente do tecido de origem, neoplasias da coluna vertebral resultam em invasão do tecido nervoso no canal vertebral, sendo que as massas extradurais representam aproximadamente 50% dos tumores espinhais. Embora os tumores de origem óssea sejam os mais comuns, metástases de adenocarcinomas prostáticos e mamários também podem ocorrer.

– Moléstia do Disco Intervertebral

No Tipo II (Hansen) ocorre uma degeneração fibrinóide do disco intervertebral em alguns cães
como parte do processo de envelhecimento. A ruptura parcial do ânulo permite o prolapso de
pequena quantidade de material do disco através do ânulo fibroso, o que, em conjunto com uma reação fibrótica concomitante, resulta na formação de uma protuberância arredondada (em forma de cúpula) na superfície dorsal do disco no canal espinhal. O prolapso parcial repetido e a resposta concomitante causam os sinais lentamente progressivos de compressão da medula espinhal. Esse tipo de protrusão de disco é mais comum em cães idosos de raças de grande porte, particularmente Pastores Alemães, Labradores Retrievers e Doberman Pinschers, o que aliado a estenose lombosacra progressiva secundário à instabilidade da coluna vertebral é a causa mais comum de compressão da cauda equina.

– Trauma

Pode resultar em fratura ou luxação de L7, L7-S1, sacro ou junção sacrococcígea. Déficits neurológicos permanentes podem ocorrer, e hemorragia e edema subseqüente ao trauma contribuem diretamente ao dano neurológico.

– Estenose Degenerativa Lombosacral

É a forma mais comum de patologia lombosacra e acomete principalmente cães adultos de grande porte. Resulta em protrusão discal do tipo II (protuberância dorsal do anel fibroso), hipertrofia/hiperplasia do ligamento arqueado, formação osteofítica, espessamento dos arcos intervertebrais ou facetas articulares, e (raramente) subluxação/instabilidade da junção lombosacra.

Características clínicas

Os cães acometidos relutam em correr, levantar, abanar a cauda, pular ou subir escadas. A claudicação e a fraqueza dos membros posteriores pioram com o exercício, à medida que ocorre dilatação dos vasos sangüíneos que irrigam as raízes espinhais dentro do forame intervertebral, acentuando a compressão das raízes nervosas já comprimidas. Pode ocorrer hiperestesia ou paresia do períneo, com dermatite úmida auto-inflingida do períneo e da base da cauda.
O achado mais consistente ao exame físico é a dor lombosacra desencadeada pela palpação profunda da região ou pela dorsoflexão da cauda. Se não houver déficit neurológico, pode ser difícil distinguir se a claudicação causada decorre de discoespondilite, doença prostática, contratura do músculo grácil, doença articular degenerativa resultante de displasia coxofemoral ou ruptura do ligamento cruzado cranial. Observa-se fraqueza do membro posterior, atrofias dos músculos caudais da coxa e da parte distal do membro (desnervação ciática) e diminuição da flexão do membro
(especialmente flexão do calcanhar). O reflexo patelar pode parecer aumentado em alguns cães devido à perda do tônus dos músculos opositores caudais das coxas. Pode ocorrer disfunção urinária provocando gotejamento de urina e bexiga facilmente compressível. O reflexo anal poderá estar normal ou diminuído e o tônus anal poderá estar diminuído.

Diagnóstico

O diagnóstico é desafiador já que pode ser camuflado por outras doenças e por não haver uma modalidade singular de imagem que permita consistentemente que o diagnóstico seja feito. O diagnóstico preliminar requer a combinação do histórico, sinais clínicos e dados laboratoriais. Muitos animais são incorretamente diagnosticados como portadores de displasia coxo-femoral, pois além de apresentarem sinais clínicos bastante semelhantes, as raças acometidas por ambas as doenças são geralmente as mesmas. O diagnóstico definitivo é baseado em métodos de diagnóstico por imagem.

Modalidades de imagem:

– Radiografia Simples
Deve ser o passo inicial, sendo diagnósticas em condições que envolvem destruição óssea ou deslocamento, incluindo discoespondilite, estenose lombosacral idiopática, neoplasia óssea e subluxação ou fratura decorrente de trauma. A anestesia geral é obrigatória para a obtenção de
imagens adequadas e diagnósticas.

– Mielografia

A técnica é recomendada onde a radiografia simples não definiu o diagnóstico, sendo a técnica de escolha para avaliar graus de compressão do canal espinhal.

– Epidurografia

É uma técnica radiográfica de fácil aplicação que envolve a injeção de contraste no espaço epidural lombosacro, sendo capaz de identificar a compressão ou estenose em 78% dos casos onde se tenha suspeita de SCE.

– Discografia

Consiste da injeção de meio de contraste no núcleo pulposo de um disco intervertebral, servindo para documentar definitivamente um prolapso de disco na região, mas não outras causas de compressão. Há de se ressaltar que a discografia e a epidurografia são técnicas de fácil aplicação para o veterinário familiarizado com a anatomia da região lombosacra e as técnicas podem ser realizadas simultaneamente elevando o índice de confirmação diagnóstica para 90%.

– Tomografia Computadorizada

Como vantagens temos a melhor resolução de contraste dos tecidos moles e a natureza dos cortes transversais das imagens. Uma importância particular da CT é permitir a avaliação dos processos laterais, forame intervertebral e processos articulares, além da habilidade do computador em criar (reformatar) imagens dorsais e sagitais dos cortes.

– Ressonância Magnética

Constitui um método bastante sensível, preciso e não invasivo, tendo como uma das principais vantagens a habilidade em adquirir imagens planas sagitais e dorsais sem degradação da imagem.
Não requer a utilização de injeção de meio de contraste ou radiação ionizante, mas requer mais tempo para a realização que a CT. Tem sido reportada como a modalidade mais sensível na detecção de degeneração de disco e mais específica que a CT na detecção de hérnias e prolapsos.

Tratamento e prognóstico:

Em alguns cães afetados nos quais os sinais clínicos são brandos ou em que a aparente dor lombosacra é o único problema, a terapia conservativa com a restrição do exercício e confinamento aliado ao uso de medicamentos analgésicos tem demonstrado melhora temporária. Cães com déficits neurológicos, dor não responsiva à terapia conservativa e recidiva devem ser considerados candidatos ao tratamento cirúrgico. Sendo a discoespondilite uma doença infecciosa, o tratamento deve ser feito utilizando-se uma antibioticoterapia adequada. Deve-se lembrar aqui o uso da Acupuntura que tem obtido resultados importantes na melhora das condições de vida do paciente.

Considerações finais:

Foi possível verificar que estão envolvidos diferentes agentes etiológicos, sendo o diagnóstico diferencial de suma importância para que seja instituída uma terapêutica específica. O tratamento demanda a habilidade de completar e interpretar os resultados de um exame neurológico, a capacidade de compilar uma lista de possibilidades diagnósticas e o conhecimento dos procedimentos diagnósticos disponíveis e recomendações terapêuticas.

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Fonte: http://www.sosanimal.com.br/clinica/informativo/exibInformativo/?codigo=93

Fonte: http://bahr-bituricos.blogspot.com/2007/06/sndrome-da-cauda-eqina.html

Fonte: http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-95962009000400006&lng=es&nrm=iso