Hérnia Inguinal por Piometra.

Animal apresentava hérnia inguinal onde nas últimas 48 horas aumentou sensivelmente. Foi realizada US abdominal que diagnosticou piometra, onde o conteudo herniário era o corno uterino. Animal foi encaminhado para a cirurgia.

Animal posicionado em decúbito dorsal.

Incisão mediana realizada.

Retirada do corno uterino direito, notar corno esquerdo ainda dentro da cavidade e em sentido caudal.

Ampliação do campo cirúrgico para acessar região inguinal.

Abertura do saco herniário.

Exposição do conteúdo herniário.

Redução da hérnia e realização da castração.

Fechamento da cavidade abdominal e anel herniário. Foi necessário realizar a mastectomia das mamas inguinais.

Finalização da cirurgia.

Flap pediculado de pele para cobertura de lesão por miíase.

Animal de rua que chegou até a clínica por intermédio de uma cliente. Estava com uma miíase muito grande e já havia perdido dois dígitos, foi feita limpeza da ferida e tratamento da lesão para que pudesse ser realizado o enxerto.

Lesão após limpeza e tratamento sendo preparada para receber o enxerto.

Amputação do terceiro metacarpo devido a exposição óssea e possível osteomielite.

Reavivamento dos bordos da lesão.

Retirada do flap da área doadora, região latero-cranial de tíbia.

Medindo o tamanho do flap e ensaiando a cobertura.

Primeiros pontos para fixação do flap.

Fechamento da área doadora.

Finalização da cobertura.

Resultado após 30 dias.

Flap ainda presente sem necrose, um pouco retraído devido a deiscência de alguns pontos por lambedura do animal.

Retirada do flap com excelente resultado final, agora é só aguardar o fechamento total da lesão. Animal já caminha normalmente e apoia o membro sem problemas.

TTA e TPLO

Tenho recebido diversos comentários sobre Ruptura de ligamento cruzado em cães (RLCC). Muitos perguntam qual melhor técnica para cães grandes, na minha opinião essas são as duas melhores técnicas para correção de RLCC em cães grandes.

Seguem dois links, um de TTA e outro de TPLO.

http://www.youtube.com/watch?v=QdrlWziv5sI

http://www.youtube.com/watch?v=a9msyfzTKGg&feature=related

Aproveitem, os vídeos são bem didáticos.

Tumor em face

Este animal tinha o histórico de crescimento de massa em lateral direita da face. crescimento teve curso de aproximadamente 6 meses.

Tumoração em lado direito da face.

Tumoração.

Campo cirúrgico preparado.

Incisão inicial.

Divulsão e liberação de toda a massa.

Retirada de pele excedente e finalização da cirurgia.

Laparotomia para retirada de tumor abdominal.

Esse animal deu entrada na clínica com histórico de diarréia, foi solicitada uma US abdominal onde foi detectada uma massa de 12 cm x 8 cm, próximo ao rim direito. Foi solicitada uma tomografia para avaliar possível vascularização conjugada ao rim e/ou comprometimento do mesmo, todos os exames hematológicos e bioquímicos apresentavam-se normais. A tomografia revelou não haver ligação vascular ou comprometimento renal, sendo assim animal foi encaminhado para cirurgia.

Imagem da tomografia, notar grande diferença de tamanho entre o tumor e o rim.

Incisão inicial.

Logo após incisão, foi localizado e exteriorizado o tumor.

Retirada do tumor, apesar do tamanho era um tumor pouco vascularizado.

Aproximadamente 14 cm x 8 cm

Tumoração cística, o material foi encaminhado para histopatologia e aguardo resultado, assim que chegar posto aqui para todos.

Princípios gerais de criocirurgia no tratamento de tumores em pequenos animais.

Mecanismo de Ação da Criocirurgia

Efeitos diretos

A ação do gelo nos tecidos está relacionada aos

efeitos diretos nas células e na estase vascular que se

desenvolve após o descongelamento. Durante o processo

de congelamento ocorre a formação de cristais

de gelo intracelular e extracelular. A formação do gelo

extracelular altera o gradiente osmótico entre o meio

intracelular e o extracelular produzindo um efeito

hiperosmolar que extrai água do meio intracelular e induz

uma concentração tóxica de eletrólitos, a qual provoca

um dano irreversível à célula. O aumento da concentração

intracelular de eletrólitos resulta em alterações

do pH nas macromoléculas e na membrana da

célula.

A formação do gelo intracelular é dependente do

tempo de congelamento e de uma temperatura mínima

atingida. Um congelamento rápido à temperatura baixa

resulta numa maior quantidade de gelo

intracelular. Desse modo, não ocorre perda de água

para o meio extracelular e, na tentativa de manter o

equilíbrio, formam-se pequenos cristais

intracelulares, os quais provocam danos nas

organelas como as mitocôndrias e retículo

endoplasmático induzindo a uma destruição celular

irreversível.

Efeitos indiretos sobre a circulação

A injúria criogênica provoca estase vascular e

anóxia tecidual resultando em necrose isquêmica. A

estase vascular está restrita ao local de exposição do

criógeno e ocorre devido ao aumento da permeabilidade

dos vasos resultando em hemoconcentração. A formação

de trombos ocorre em 65% dos capilares e 35

a 40% das arteríolas e vênulas a uma temperatura que

varia de 3 a 11°C, no entanto, a trombose completa

dos vasos é detectável à temperatura de -15 a -20°C

após 30 minutos de congelamento.

Por meio de exame microscópico constatou-se

que aproximadamente duas horas após o congelamento

já se observa edema, danos focais aos capilares, hemorragia

e formação de microtrombos. Por volta de 5

a 8 horas observa-se necrose focal ou segmentar dos

vasos sangüíneos. Clinicamente a gangrena aparece

entre o 1º e 7º dia, mas somente quando a injúria é

severa.

Efeitos imunológicos

Acredita-se que as substâncias antigênicas normalmente

encontradas nas células e liberadas quando

ocorre destruição celular pelo congelamento estejam

envolvidas na resposta antigênica.

Uma resposta imunológica após tratamento com

criocirurgia foi primeiro sugerida por volta dos anos 60

e 70, quando se observou a presença de anticorpos

circulantes contra tecido prostático e adrenal de humanos

e coelhos após congelamento.

Em estudos experimentais demonstrou-se que

linfócitos de animais com neoplasias tratadas com a

crioterapia, quando transfundidos em animais com

neoplasias semelhantes apresentaram um efeito

citotóxico maior do que aqueles transfundidos a partir

de animais não tratados. Esta resposta parece ser específica

para cada tipo de tecido, sendo estimulada pela

liberação de antígenos específicos do tumor durante ou

após o congelamento.

Indicações da Criocirurgia

A utilização da criocirurgia na medicina teve aplicação

clínica substancial por volta da década de 90, no

tratamento de tumores cutâneos. O surgimento de aparelhos

de ultra-som intra-operatório possibilitou a sua

utilização em tumores de próstata, fígado e rins, permitindo

a visualização do processo de congelamento.

Diversos tipos de tumores em diversas áreas do

corpo como pele, osso, ânus, reto, útero e cavidades

têm sido tratados com criocirurgia podendo ser utilizada

no tratamento de lesões benignas, tumores malignos

e pré-malignos. É o método considerado como tratamento

de escolha ou tratamento alternativo em diversas

doenças de pele. Qualquer área do corpo pode ser

tratada, não existe limite de idade. Possibilita o tratamento

de tumores recidivantes, lesões próximas ou fixadas

a ossos e cartilagens, tumores grandes ou pequenos.

É indicada para pacientes cirúrgicos de alto risco,

portadores de marca-passo, de coagulopatia e idosos.

É um método alternativo para pacientes nos quais outros

métodos de tratamento são impraticáveis.

Na medicina veterinária é mencionada para o tratamento

de tumores da cavidade oral e nasal, cutâneos e/ou de tecidos moles, tumores e fístulas perianais e mamárias.

Fonte: Rev. Educ. Contin. CRMV·SP, São Paulo. v. 6, n. 113, p. 53-62, 2003

http://www.cryac.com.br/ Esse é o site do único representante de aparelhos de criocirurgia no Brasil.

Alguns vídeos:

http://www.cryac.com.br/videos_vet.html

Artigos:

Crio

39. CRIOCIRURGIA EM FIBROPAPILOMATOSE EM TARTARUGAS VERDES

Tratamento criocirúrgico de tumores e de fístulas, em cães

Blefaroplastia por excisão tumoral em pálpebra inferior.

Este animal deu entrada na clínica com histórico de um nódulo em pálpebra inferior esquerda. Teve evolução de aproximadamente 30 dias, foi tratado inicialmente com pomada antiinflamatória mas não obteve bom resultado, foi indicada retirada cirúrgica e posterior avaliação histopatológica.

Nódulo palpebral.

Campo preparado.

Retirada do nódulo.

Sutura palpebral em padrão contínuo e intradérmica com fio absorvível de poliglactina 910 ( 3-0 ).

Sutura palpebral terminada.

Nódulo com aproximadamente 0,5 cm de diâmetro. Infelizmente a proprietária não autorizou a realização da histopatologia.

 

Após 7 dias, a foto foi tirada com o telefone por isso não está muito boa desculpem.