Avulsão de crista tibial.

Este animal foi encaminhado pelo Dr. Leandro Agueda com histórico de claudicação, quadro perdurava por 5 dias aproximadamente sem resolução com medicamentos. Após avaliação radiográfica constatou-se uma avulsão da crista tibial e o paciente foi encaminhado para cirurgia.

 

Rx pré-operatório diagnosticando avulsão de crista tibial direita.RX preIncisão de pele.

IMG_1542 Localização da avulsão.IMG_1544 Passagem de fio de aço para banda de tensão através da tíbia.IMG_1548 Passagem do pino para fixação da avulsão e ajuste da banda de tensão em configuração de 8.IMG_1550IMG_1553Bandagem pós operatória.

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Colocefalectomia, recuperação após 6 meses.

Pessoal!

Muitos leitores mandam email perguntando sobre a recuperação da cirurgia de colocefalectomia. Segue um vídeo de um animal que foi operado devido a necrose asséptica de cabeça e colo femoral, o animal foi operado 6 meses atrás e ontem fiz sua última revisão. A proprietária relata que o animal retornou completamente as suas atividades, inclusive subir e pular nos móveis.

Att.

Dr. André Carneiro.

Lázaro

Hérnia de disco Lombar

Alguns leitores do blog me pedem para postar algo sobre problemas de coluna, possíveis tratamentos e intervenções cirúrgicas. Uma grande amiga e também excelente neurologista veterinária, a Dr. Roberta Figueiredo, desenvolveu um blog sobre neurologia veterinária que pode esclarecer muitas dúvidas. Segue o link do blog que fala sobre uma correção cirúrgica de hérnia de disco lombar, vale a pena uma visita ao blog!

Att.

Dr. André Carneiro

http://neurobicho.wordpress.com/2013/05/23/hernia-de-disco-lombar/#comment-4

Hérnia Inguinal por Piometra.

Animal apresentava hérnia inguinal onde nas últimas 48 horas aumentou sensivelmente. Foi realizada US abdominal que diagnosticou piometra, onde o conteudo herniário era o corno uterino. Animal foi encaminhado para a cirurgia.

Animal posicionado em decúbito dorsal.

Incisão mediana realizada.

Retirada do corno uterino direito, notar corno esquerdo ainda dentro da cavidade e em sentido caudal.

Ampliação do campo cirúrgico para acessar região inguinal.

Abertura do saco herniário.

Exposição do conteúdo herniário.

Redução da hérnia e realização da castração.

Fechamento da cavidade abdominal e anel herniário. Foi necessário realizar a mastectomia das mamas inguinais.

Finalização da cirurgia.

TTA e TPLO

Tenho recebido diversos comentários sobre Ruptura de ligamento cruzado em cães (RLCC). Muitos perguntam qual melhor técnica para cães grandes, na minha opinião essas são as duas melhores técnicas para correção de RLCC em cães grandes.

Seguem dois links, um de TTA e outro de TPLO.

http://www.youtube.com/watch?v=QdrlWziv5sI

http://www.youtube.com/watch?v=a9msyfzTKGg&feature=related

Aproveitem, os vídeos são bem didáticos.

Denervação Capsular Percutânea.

Chegou à mim na clínica essa semana, um cão com o seguinte histórico:

Um labrador de 11 anos com queixa de paresia de posteriores. Proprietário relatava que animal não andava já fazia um ano. O animal já havia sido diagnosticado com coxo artrose cerca de 3 anos atrás, mas na época proprietário preferiu não operar. Tendo em vista o atual quadro do animal, o proprietário me procurou para saber as possibilidades cirúrgicas. Os exames atuais revelam coxo artrose severa, coluna sem alterações mas as articulações coxofemorais completamente alteradas. O animal está fazendo uso de medicação analgésica potente, prescrita por outro colega, mas não apresenta resultado. Dentre as técnicas possíveis sugeri a ele a denervação capsular percutânea por ser rápida e apresentar um bom resultado em relação ao controle da dor. Na medicina humana é usada amplamente com ótimo resultado. Estou aguardando a decisão do proprietário em realizar ou não a cirurgia, havendo a possibilidade posto as fotos para vocês.

Cirurgias percutâneas
As cirurgias percutâneas se caracterizam por serem procedimentos realizados sem a necessidade de cortes, através de agulhas ou cânulas introduzidas através da pele e que podem servir para diagnóstico e/ou tratamento de várias patologias. Esses procedimentos têm como regra geral a breve permanência hospitalar e apresentam riscos bastante reduzidos. Pode ser indicada no tratamento de afecções degenerativas que, sem produzirem déficit neurológico, provocam dores refratárias ao tratamento conservador como o repouso, fisioterapia, analgésicos, anti-inflamatórios, miorrelaxantes, sedativos, bloqueios com anestésicos, acupuntura, entre outros. É uma boa opção terapêutica, podendo ser realizada em animais de qualquer idade.

Os melhores resultados no tratamento da dor são obtidos através de um atendimento multidisciplinar do paciente, no qual participam vários especialistas como ortopedistas, neurologistas, anestesiologistas, oncologistas e intensivistas dependendo do quadro clínico apresentado. Penso que, somente através de um melhor conhecimento da fisiologia da dor, o aperfeiçoamento concomitante e profissionais capacitados, conseguir-se-á dar um atendimento cada vez melhor aos nossos pacientes que sofrem de dor crônica.

A seguir indico o seguinte artigo para os interessados: http://www.scielo.br/pdf/cr/v39n2/a61cr184.pdf

Atenciosamente Dr. André Carneiro Continuar lendo

Displasia Coxofemoral.

Displasia coxofemoral, Labrador, 9 meses de idade.

A displasia é uma patologia que pode acometer animais de todas as idades e raças, mas em especial as raças grandes e de crescimento rápido como os labradores, pastores em geral, boxers e outras.

A patologia pode ter duas causas distintas: a congênita, que é quando o animal já nasce com o problema e desenvolve sintomas precocemente, por volta dos 6 meses a 1 ano de idade, sem histórico de trauma ou qualquer outro agravante. A outra forma é a adquirida que é quando o animal desenvolve o problema mediante a algumas situações, que podem ser: traumas que levam a sub luxação ou luxação total da articulação, ambientais quando animais muito pesados convivem diariamente com um piso muito liso, onde força constantemente essas articulações, assim como a obesidade e o desgaste natural da articulação desenvolvendo quadros de artroses severas.

O tratamento para displasia depende do grau e da sintomatologia do animal. Podemos ter animais com quadro de displasia severa sem apresentar nenhuma sintomatologia e o contrário também acontece, animais com displasia bem discreta que apresentam sintomatologia muito severa. Os tratamentos podem variar de conservadores a cirúrgicos dependendo do grau da doença. O conservador consiste no uso de AINES, uso bastante o Meloxican e tenho um ótimo resultado associado aos condroprotetores. Depois, na manutenção do tratamento, tenho indicado o uso de terapias alternativas como a acupuntura que tem tido ótimos resultados no controle da dor. Para o tratamento cirúrgico a técnica mais utilizada ainda hoje é a artroplastia excisional de cabeça e colo femoral, a famosa colocefalectomia, mas já existem técnicas mais modernas como a colocação de prótese total de cabeça e colo femoral e acetábulo e a cirurgia de sinfisiodese púbica juvenil, que só pode ser utilizada em cães ainda jovens até 6 meses de idade.

Espero que possamos debater sobre o assunto para maiores e melhores soluções na nossa rotina. A troca de experiências e ideias irá nos favorecer com certeza.