Flap de pele pediculado em lesão társica com exposição óssea.

Primeiramente  peço desculpas pelas fotos que estão com qualidade ruim pois fiz com o celular.

Esse animal foi achado na rua pelo atual proprietário e encontrava-se com miíase em MPD na região do tarso. A princípio foi instituída a limpeza da ferida e curativos diários com pomada cicatrizante, antibióticoterapia e uso de AINES. Após 6 dias, a ferida já se encontrava com boa granulação, mas os três últimos dedos encontravam-se necrosados. Então, sugeri ao proprietário a amputação dos dígitos e a utilização de flap de pele pediculado para recobrir a área ossea exposta. Seguem as fotos:

MPD ainda com os dígitos necrosados. Notar o ótimo tecido de granulação ao redor da lesão, bem vivo e brilhante.

Membro já debridado e sem os dígitos necrosados. Notar a presença apenas do 1º dígito, mas por se tratar de um felino e ser bem leve optamos por não amputar o membro.

Retirada do flap na face externa da tíbia e rebatido para recobrir o tecido ósseo exposto.

Flap de pele aplicado sobre a lesão e início do fechamento da área doadora.

Aspecto final da área recoberta pelo flap.

Finalização da cirurgia.

Esse animal foi operado hoje. Pedi ao proprietário para retornar a cada 7 dias para realização de revisões do flap, então se ele trouxer vou postando as fotos da recuperação.

 

Pessoal, primeira revisão após 7 dias.

O enxerto de pele pegou bem e já recobre mais de 60% da área anterior. O animal é muito bravo portanto é difícil manipulá-lo. Estamos fazendo curativos a cada 48 horas.

Flap de pele já sem o pedículo.