II Curso de Emergência em Pequenos Animais – Agradecimento a todos os participantes!

II Curso emergência

O II Curso de Emergências em Pequenos Animais foi um grande sucesso e gostaria de agradecer em meu nome e em nome do Prof. José Vinícius Lopes a todos os participantes do curso. Foi muito bom trocar idéias e informações com todos vocês.

Gostaria de agradecer ao Dr. Daniel Balthazar da Fundação Riozoo, Dr. Rose Coelho da Digicare, Eduardo da LF livros, Dr. Simone da Syntec, Dr. Luciana Gomes da Agener e a Dr. Taiana Révész da Hill’s Pet Nutrition pela parceria e confiança no nosso trabalho. Agradeço também a brilhante participação do meu amigo e excelente intensivista           Dr. Adriano Baldaia, sem sua ajuda não teria sido tão bom.

Vamos em frente que no próximo ano teremos grandes novidades.

Um grande abraço a todos e até lá!

Att.

Dr. André Carneiro.

Colocefalectomia, recuperação após 6 meses.

Pessoal!

Muitos leitores mandam email perguntando sobre a recuperação da cirurgia de colocefalectomia. Segue um vídeo de um animal que foi operado devido a necrose asséptica de cabeça e colo femoral, o animal foi operado 6 meses atrás e ontem fiz sua última revisão. A proprietária relata que o animal retornou completamente as suas atividades, inclusive subir e pular nos móveis.

Att.

Dr. André Carneiro.

Lázaro

Hérnia de disco Lombar

Alguns leitores do blog me pedem para postar algo sobre problemas de coluna, possíveis tratamentos e intervenções cirúrgicas. Uma grande amiga e também excelente neurologista veterinária, a Dr. Roberta Figueiredo, desenvolveu um blog sobre neurologia veterinária que pode esclarecer muitas dúvidas. Segue o link do blog que fala sobre uma correção cirúrgica de hérnia de disco lombar, vale a pena uma visita ao blog!

Att.

Dr. André Carneiro

http://neurobicho.wordpress.com/2013/05/23/hernia-de-disco-lombar/#comment-4

I Curso de Emergência em Pequenos Animais

Prezados Leitores, colegas e alunos.

Gostaria de agradecer a todos os participantes do nosso I Curso de Emergência Veterinária. Foi um grande sucesso e em breve teremos novidades sobre outros cursos!Folder

Interessados entrar contato com: cursos_cl@yahoo.com

Teoria DSC_1437 DSC_1450 DSC_1473 DSC_1509 DSC_1521 DSC_1679 DSC_1714 DSC_1724 DSC_1761 Turma

Att. Dr. André Carneiro

Princípios gerais de criocirurgia no tratamento de tumores em pequenos animais.

Mecanismo de Ação da Criocirurgia

Efeitos diretos

A ação do gelo nos tecidos está relacionada aos

efeitos diretos nas células e na estase vascular que se

desenvolve após o descongelamento. Durante o processo

de congelamento ocorre a formação de cristais

de gelo intracelular e extracelular. A formação do gelo

extracelular altera o gradiente osmótico entre o meio

intracelular e o extracelular produzindo um efeito

hiperosmolar que extrai água do meio intracelular e induz

uma concentração tóxica de eletrólitos, a qual provoca

um dano irreversível à célula. O aumento da concentração

intracelular de eletrólitos resulta em alterações

do pH nas macromoléculas e na membrana da

célula.

A formação do gelo intracelular é dependente do

tempo de congelamento e de uma temperatura mínima

atingida. Um congelamento rápido à temperatura baixa

resulta numa maior quantidade de gelo

intracelular. Desse modo, não ocorre perda de água

para o meio extracelular e, na tentativa de manter o

equilíbrio, formam-se pequenos cristais

intracelulares, os quais provocam danos nas

organelas como as mitocôndrias e retículo

endoplasmático induzindo a uma destruição celular

irreversível.

Efeitos indiretos sobre a circulação

A injúria criogênica provoca estase vascular e

anóxia tecidual resultando em necrose isquêmica. A

estase vascular está restrita ao local de exposição do

criógeno e ocorre devido ao aumento da permeabilidade

dos vasos resultando em hemoconcentração. A formação

de trombos ocorre em 65% dos capilares e 35

a 40% das arteríolas e vênulas a uma temperatura que

varia de 3 a 11°C, no entanto, a trombose completa

dos vasos é detectável à temperatura de -15 a -20°C

após 30 minutos de congelamento.

Por meio de exame microscópico constatou-se

que aproximadamente duas horas após o congelamento

já se observa edema, danos focais aos capilares, hemorragia

e formação de microtrombos. Por volta de 5

a 8 horas observa-se necrose focal ou segmentar dos

vasos sangüíneos. Clinicamente a gangrena aparece

entre o 1º e 7º dia, mas somente quando a injúria é

severa.

Efeitos imunológicos

Acredita-se que as substâncias antigênicas normalmente

encontradas nas células e liberadas quando

ocorre destruição celular pelo congelamento estejam

envolvidas na resposta antigênica.

Uma resposta imunológica após tratamento com

criocirurgia foi primeiro sugerida por volta dos anos 60

e 70, quando se observou a presença de anticorpos

circulantes contra tecido prostático e adrenal de humanos

e coelhos após congelamento.

Em estudos experimentais demonstrou-se que

linfócitos de animais com neoplasias tratadas com a

crioterapia, quando transfundidos em animais com

neoplasias semelhantes apresentaram um efeito

citotóxico maior do que aqueles transfundidos a partir

de animais não tratados. Esta resposta parece ser específica

para cada tipo de tecido, sendo estimulada pela

liberação de antígenos específicos do tumor durante ou

após o congelamento.

Indicações da Criocirurgia

A utilização da criocirurgia na medicina teve aplicação

clínica substancial por volta da década de 90, no

tratamento de tumores cutâneos. O surgimento de aparelhos

de ultra-som intra-operatório possibilitou a sua

utilização em tumores de próstata, fígado e rins, permitindo

a visualização do processo de congelamento.

Diversos tipos de tumores em diversas áreas do

corpo como pele, osso, ânus, reto, útero e cavidades

têm sido tratados com criocirurgia podendo ser utilizada

no tratamento de lesões benignas, tumores malignos

e pré-malignos. É o método considerado como tratamento

de escolha ou tratamento alternativo em diversas

doenças de pele. Qualquer área do corpo pode ser

tratada, não existe limite de idade. Possibilita o tratamento

de tumores recidivantes, lesões próximas ou fixadas

a ossos e cartilagens, tumores grandes ou pequenos.

É indicada para pacientes cirúrgicos de alto risco,

portadores de marca-passo, de coagulopatia e idosos.

É um método alternativo para pacientes nos quais outros

métodos de tratamento são impraticáveis.

Na medicina veterinária é mencionada para o tratamento

de tumores da cavidade oral e nasal, cutâneos e/ou de tecidos moles, tumores e fístulas perianais e mamárias.

Fonte: Rev. Educ. Contin. CRMV·SP, São Paulo. v. 6, n. 113, p. 53-62, 2003

http://www.cryac.com.br/ Esse é o site do único representante de aparelhos de criocirurgia no Brasil.

Alguns vídeos:

http://www.cryac.com.br/videos_vet.html

Artigos:

Crio

39. CRIOCIRURGIA EM FIBROPAPILOMATOSE EM TARTARUGAS VERDES

Tratamento criocirúrgico de tumores e de fístulas, em cães

Cistotomia em Felino por Obstrução Uretral.

Esse animal chegou a mim encaminhado por uma colega veterinária com o seguinte histórico: Dificuldade em urinar que culminou em obstrução total, intensa hematúria quando ainda conseguia urinar, chegou a mim após 7 dias de tentativas sem sucesso de desobstrução. Foi solicitada US abdominal que revelou presença de uma massa, dentro da bexiga, com ecogenicidade variada sugerindo um coágulo e/ou massa tumoral, intensa hidronefrose em rim esquerdo com dilatação de ureter e rim direito com discreta hidronefrose, presença de líquido livre em cavidade. Foi realizada sondagem com sonda Tom Cat onde não se conseguia passar de determinado segmento da uretra. Recomendei laparotomia exploratória para avaliar possível ruptura de bexiga e avaliação da massa.

Campo cirúrgico preparado

Presença de grande quantidade de líquido em cavidade abdominal.

Bexiga extremamente edemaciada e inflamada mas sem evidências de ruptura.

Incisão na bexiga revelando presença de grande coágulo ocupando toda extensão da bexiga.

Bexiga vazia após retirada de todo conteúdo.

Sutura terminada já com bexiga repleta de soro injetado por sonda uretral, nenhum ponto de vazamento.

Conteúdo retirado da bexiga.

Único cálculo encontrado com aproximadamente 3 mm, estava obstruindo exatamente a saída da uretra, será ele o provocador de tudo isso?

Enterotomia por corpo estranho linear em felino.

Este animal deu entrada na clínica com quadro de vômitos e diarréia, após realização de exames e US abdominal foi detectado corpo estranho linear em porção final de cólon e início do reto. Animal foi encaminhado para o setor de cirurgia.

Abertura da cavidade abdominal.

Exposição e abertura da alça.

Retirada das fezes presentes.

Retirada de corpo estranho com 10 cm aproximadamente.

Fechamento da alça.

Sepultamento da sutura para evitar aderências.

Finalização da cirurgia.