Colecistectomia (Retirada de vesícula biliar) em cão.

Essa paciente me foi encaminhada pela Clínica Veterinária Recreio com histórico de vômitos persistentes, icterícia, alterações bioquímicas hepáticas graves, ficou internada para tratamento clínico sem melhora significava. Após descartadas possíveis doenças infecciosas, procedeu-se com os exames de imagem e chegamos ao diagnóstico de obstrução de vesícula biliar por microcálculos e presença intensa de lama biliar. Animal então foi encaminhado para retirada cirúrgica da vesícula.

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Campo cirúrgico preparado.

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Incisão de pele.

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Abertura de cavidade abdominal e exploração para localização da vesícula.

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Localização e inicio de dissecção.

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Dissecção concluída e ligadura na base da vesícula.

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Vesícula retirada.

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Presença de diversos microcálculos e secreção muito espessa no interior da vesícula.

Critical Care

Agradecimento aos Doutores Adriano Baldaia, Lucas Santos e José Vinícius Lopes, membros da equipe Critical Care pelo sucesso de mais uma cirurgia.

I Curso de Emergência em Pequenos Animais

Prezados Leitores, colegas e alunos.

Gostaria de agradecer a todos os participantes do nosso I Curso de Emergência Veterinária. Foi um grande sucesso e em breve teremos novidades sobre outros cursos!Folder

Interessados entrar contato com: cursos_cl@yahoo.com

Teoria DSC_1437 DSC_1450 DSC_1473 DSC_1509 DSC_1521 DSC_1679 DSC_1714 DSC_1724 DSC_1761 Turma

Att. Dr. André Carneiro

Flap pediculado de pele para cobertura de lesão por miíase.

Animal de rua que chegou até a clínica por intermédio de uma cliente. Estava com uma miíase muito grande e já havia perdido dois dígitos, foi feita limpeza da ferida e tratamento da lesão para que pudesse ser realizado o enxerto.

Lesão após limpeza e tratamento sendo preparada para receber o enxerto.

Amputação do terceiro metacarpo devido a exposição óssea e possível osteomielite.

Reavivamento dos bordos da lesão.

Retirada do flap da área doadora, região latero-cranial de tíbia.

Medindo o tamanho do flap e ensaiando a cobertura.

Primeiros pontos para fixação do flap.

Fechamento da área doadora.

Finalização da cobertura.

Resultado após 30 dias.

Flap ainda presente sem necrose, um pouco retraído devido a deiscência de alguns pontos por lambedura do animal.

Retirada do flap com excelente resultado final, agora é só aguardar o fechamento total da lesão. Animal já caminha normalmente e apoia o membro sem problemas.

Princípios gerais de criocirurgia no tratamento de tumores em pequenos animais.

Mecanismo de Ação da Criocirurgia

Efeitos diretos

A ação do gelo nos tecidos está relacionada aos

efeitos diretos nas células e na estase vascular que se

desenvolve após o descongelamento. Durante o processo

de congelamento ocorre a formação de cristais

de gelo intracelular e extracelular. A formação do gelo

extracelular altera o gradiente osmótico entre o meio

intracelular e o extracelular produzindo um efeito

hiperosmolar que extrai água do meio intracelular e induz

uma concentração tóxica de eletrólitos, a qual provoca

um dano irreversível à célula. O aumento da concentração

intracelular de eletrólitos resulta em alterações

do pH nas macromoléculas e na membrana da

célula.

A formação do gelo intracelular é dependente do

tempo de congelamento e de uma temperatura mínima

atingida. Um congelamento rápido à temperatura baixa

resulta numa maior quantidade de gelo

intracelular. Desse modo, não ocorre perda de água

para o meio extracelular e, na tentativa de manter o

equilíbrio, formam-se pequenos cristais

intracelulares, os quais provocam danos nas

organelas como as mitocôndrias e retículo

endoplasmático induzindo a uma destruição celular

irreversível.

Efeitos indiretos sobre a circulação

A injúria criogênica provoca estase vascular e

anóxia tecidual resultando em necrose isquêmica. A

estase vascular está restrita ao local de exposição do

criógeno e ocorre devido ao aumento da permeabilidade

dos vasos resultando em hemoconcentração. A formação

de trombos ocorre em 65% dos capilares e 35

a 40% das arteríolas e vênulas a uma temperatura que

varia de 3 a 11°C, no entanto, a trombose completa

dos vasos é detectável à temperatura de -15 a -20°C

após 30 minutos de congelamento.

Por meio de exame microscópico constatou-se

que aproximadamente duas horas após o congelamento

já se observa edema, danos focais aos capilares, hemorragia

e formação de microtrombos. Por volta de 5

a 8 horas observa-se necrose focal ou segmentar dos

vasos sangüíneos. Clinicamente a gangrena aparece

entre o 1º e 7º dia, mas somente quando a injúria é

severa.

Efeitos imunológicos

Acredita-se que as substâncias antigênicas normalmente

encontradas nas células e liberadas quando

ocorre destruição celular pelo congelamento estejam

envolvidas na resposta antigênica.

Uma resposta imunológica após tratamento com

criocirurgia foi primeiro sugerida por volta dos anos 60

e 70, quando se observou a presença de anticorpos

circulantes contra tecido prostático e adrenal de humanos

e coelhos após congelamento.

Em estudos experimentais demonstrou-se que

linfócitos de animais com neoplasias tratadas com a

crioterapia, quando transfundidos em animais com

neoplasias semelhantes apresentaram um efeito

citotóxico maior do que aqueles transfundidos a partir

de animais não tratados. Esta resposta parece ser específica

para cada tipo de tecido, sendo estimulada pela

liberação de antígenos específicos do tumor durante ou

após o congelamento.

Indicações da Criocirurgia

A utilização da criocirurgia na medicina teve aplicação

clínica substancial por volta da década de 90, no

tratamento de tumores cutâneos. O surgimento de aparelhos

de ultra-som intra-operatório possibilitou a sua

utilização em tumores de próstata, fígado e rins, permitindo

a visualização do processo de congelamento.

Diversos tipos de tumores em diversas áreas do

corpo como pele, osso, ânus, reto, útero e cavidades

têm sido tratados com criocirurgia podendo ser utilizada

no tratamento de lesões benignas, tumores malignos

e pré-malignos. É o método considerado como tratamento

de escolha ou tratamento alternativo em diversas

doenças de pele. Qualquer área do corpo pode ser

tratada, não existe limite de idade. Possibilita o tratamento

de tumores recidivantes, lesões próximas ou fixadas

a ossos e cartilagens, tumores grandes ou pequenos.

É indicada para pacientes cirúrgicos de alto risco,

portadores de marca-passo, de coagulopatia e idosos.

É um método alternativo para pacientes nos quais outros

métodos de tratamento são impraticáveis.

Na medicina veterinária é mencionada para o tratamento

de tumores da cavidade oral e nasal, cutâneos e/ou de tecidos moles, tumores e fístulas perianais e mamárias.

Fonte: Rev. Educ. Contin. CRMV·SP, São Paulo. v. 6, n. 113, p. 53-62, 2003

http://www.cryac.com.br/ Esse é o site do único representante de aparelhos de criocirurgia no Brasil.

Alguns vídeos:

http://www.cryac.com.br/videos_vet.html

Artigos:

Crio

39. CRIOCIRURGIA EM FIBROPAPILOMATOSE EM TARTARUGAS VERDES

Tratamento criocirúrgico de tumores e de fístulas, em cães

Hiperplasia de células de Langerhans em Ferret.

Este animal foi atendido pelos amigos da clínica Dr. Silvestre. O exame de US abdominal revelou uma imagem cística em topografia de pâncreas, optou-se pela remoção cirúrgica e posterior avaliação histopatológica.

Campo cirúrgico preparado.

Abertura de cavidade abdominal.

Inspeção do pâncreas.

Localização do cisto.

Retirada do cisto.

Fechamento da cavidade.

O exame histopatológico revelou hiperplasia de células de Langerhans.