I Curso de Emergência em Pequenos Animais

Prezados Leitores, colegas e alunos.

Gostaria de agradecer a todos os participantes do nosso I Curso de Emergência Veterinária. Foi um grande sucesso e em breve teremos novidades sobre outros cursos!Folder

Interessados entrar contato com: cursos_cl@yahoo.com

Teoria DSC_1437 DSC_1450 DSC_1473 DSC_1509 DSC_1521 DSC_1679 DSC_1714 DSC_1724 DSC_1761 Turma

Att. Dr. André Carneiro

Abcesso Periapical em Coelho.

Esse animal foi atendido pelo Dr. Júlio Arruda, no Instituto Prosilvestres, onde após solicitação de exames radiográficos foi detectado um abcesso periapical. A cirurgia foi em conjunto com o Dr. Júlio Arruda, que realizou a extração e o tratamento odontológico do paciente.

IMG_0327Nódulo imediatamente abaixo de incisivo inferior direito.

IMG_0330Animal intubado em decúbito dorsal preparado para cirurgia.

IMG_0331Retirada completa e curetagem do abcesso, notar ápice da raiz dentro do abcesso. Foi realizada extração do dente.

IMG_0338Finalização da cirurgia, foi feita marsupialização do abcesso para limpeza e tratamento posterior.

IMG_0336Abcesso e dente retirados.

O animal retirou os pontos e recupera-se bem. Já alimenta-se e bebe água normalmente.

Hérnia Inguinal por Piometra.

Animal apresentava hérnia inguinal onde nas últimas 48 horas aumentou sensivelmente. Foi realizada US abdominal que diagnosticou piometra, onde o conteudo herniário era o corno uterino. Animal foi encaminhado para a cirurgia.

Animal posicionado em decúbito dorsal.

Incisão mediana realizada.

Retirada do corno uterino direito, notar corno esquerdo ainda dentro da cavidade e em sentido caudal.

Ampliação do campo cirúrgico para acessar região inguinal.

Abertura do saco herniário.

Exposição do conteúdo herniário.

Redução da hérnia e realização da castração.

Fechamento da cavidade abdominal e anel herniário. Foi necessário realizar a mastectomia das mamas inguinais.

Finalização da cirurgia.

Tumor em face

Este animal tinha o histórico de crescimento de massa em lateral direita da face. crescimento teve curso de aproximadamente 6 meses.

Tumoração em lado direito da face.

Tumoração.

Campo cirúrgico preparado.

Incisão inicial.

Divulsão e liberação de toda a massa.

Retirada de pele excedente e finalização da cirurgia.

Laparotomia para retirada de tumor abdominal.

Esse animal deu entrada na clínica com histórico de diarréia, foi solicitada uma US abdominal onde foi detectada uma massa de 12 cm x 8 cm, próximo ao rim direito. Foi solicitada uma tomografia para avaliar possível vascularização conjugada ao rim e/ou comprometimento do mesmo, todos os exames hematológicos e bioquímicos apresentavam-se normais. A tomografia revelou não haver ligação vascular ou comprometimento renal, sendo assim animal foi encaminhado para cirurgia.

Imagem da tomografia, notar grande diferença de tamanho entre o tumor e o rim.

Incisão inicial.

Logo após incisão, foi localizado e exteriorizado o tumor.

Retirada do tumor, apesar do tamanho era um tumor pouco vascularizado.

Aproximadamente 14 cm x 8 cm

Tumoração cística, o material foi encaminhado para histopatologia e aguardo resultado, assim que chegar posto aqui para todos.

Odontologia em roedores e coelhos.

Os roedores são numerosos e cada vez mais comuns entre os animais de estimação. Caracterizam-se por possuir quatro dentes incisivos longos, com crescimento contínuo (elodonte) e forma de cinzel (um dente em cada hemiarco dentário). De modo geral, seus dentes pré-molares e molares são braquiodontes, com raízes formadas e crescimento limitado. No entanto, alguns roedores (chinchila – Chinchilla lanigera, porquinho-da-índia – Cavia porcelus) possuem os prémolares e molares sem a formação de raízes verdadeiras e com crescimento contínuo, chamados de elodontes completos. Os lagomorfos, como os coelhos (Oryctolagus cuniculus), distinguem-se dos roedores por apresentar dois incisivos maxilares em cada hemiarco dentário (duplicidentata), porém também são elodontes completos. O crescimento dentário contínuo e a presença de afecções hereditárias ou traumáticas predispõem à maloclusão nestes animais, quando as características mastigatórias podem ser perdidas.

A maloclusão é a enfermidade oral mais comum em roedores e lagomorfos, podendo ser corrigida em um único procedimento ou necessitar de correções periódicas por toda a vida do animal.
Os sinais clínicos relativos à maloclusão são os mesmos relacionados a outras enfermidades orais e incluem: perda de peso, anorexia, ptialismo ( salivação excessiva ), hipercrescimento de incisivos, abscesso facial, corrimento óculo-nasal e exoftalmia. Um minucioso exame da cavidade oral só pode ser realizado com o animal quimicamente contido, dada a dificuldade de visão da cavidade oral em roedores e lagomorfos.

Em qualquer situação de maloclusão há comprometimento da preensão e mastigação, necessitando-se de tratamento que permita o retorno da cavidade oral à sua função. O tratamento envolve a correção do alinhamento oclusal e do manejo dietético, com itens alimentares mais fibrosos e abrasivos (vegetais ricos em sílica, lignina e celulose). Tais procedimentos só podem ser realizados com o animal sob anestesia geral.

Fonte: http://www.faunaespecialidades.com.br/site/especialidades_od.htm

Tendo em vista tudo isso, posto algumas fotos de um procedimento realizado pelo Dr. Júlio Arruda, médico veterinário especializado em animais silvestres, e no Rio de Janeiro atua na área de odontologia de roedores e lagomorfos, com material específico para tal finalidade.

Essa mesinha que está ao lado do animal é específica para realização de procedimentos odontológicos em roedores e lagomorfos.

Equipo digital.

Manutenção anestésica com máscara realizada pelo Dr. Vinícius Lopes.

Procedimento sendo realizado.

Colocação de tela cirúrgica em hérnia incisional por Rabdomiossarcoma em serpente ( Corn Snake )

Esse animal chegou a mim pelos amigos da Dr. Silvestre, havia sido realizado uma cirurgia anterior para remoção de uma tumoração que abragia pele, tecido subcutâneo e musculatura. Foi realizada ressecção cirúrgica com margens de segurança, onde uma semana após houve deiscência da sutura e exposição de cavidade celomática, optamos então pela colocação de uma tela de polipropileno para correção do defeito na musculatura.

Intubação e manutenção anestésica com Sevoflurano

Posicionamento e monitorização com Doppler.

Divulsão dos tecidos e reavivamento dos bordos da lesão.

Lesão pronta para colocação da tela.

Colocação da tela com pontos simples separados e fio inabsorvível ( Nylon 3-0 ).

Colocação da tela concluída.

Divulsão dos tecidos subcutâneos e aproximação da pele.

Sutura de pele com padrão simples separado e fio inabsorvível ( Nylon 3-0 ).

Finalização.

A histopatologia revelou Rabdomiosarcoma.