Correção de Shunt Extra-hepático Espleno-caval com Uso de Constritor Ameróide

Esse animal foi encaminhado para cirurgia pela Drª Simone Passos e Drª Luciane Passos da Clínica Veterinária Recreio. Animal apresentava alterações neurológicas e após diversos exames foi diagnosticado com Shunt extra-hepático espleno-caval através de exame de Tomografia computadorizada. A cirurgia foi realizada em conjunto com o Dr. André Lacerda no Hospital Veterinário Canne & Gatto. Agradecimentos especiais ao Dr. Adriano Baldaia e Dr. Guilherme Monteiro.

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Imagens da TC.

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Constritor Ameróide.

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Campo operatório preparado.

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Incisão de pele.

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Abertura de cavidade.

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Localização do Shunt.

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Shunt localizado.

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Dissecção e reparo com fio para isolamento do shunt.

Figura2

Colocação do Constritor Ameróide.

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Constritor devidamente colocado, retirada dos reparos e finalização da cirurgia.

 

Avulsão de crista tibial.

Este animal foi encaminhado pelo Dr. Leandro Agueda com histórico de claudicação, quadro perdurava por 5 dias aproximadamente sem resolução com medicamentos. Após avaliação radiográfica constatou-se uma avulsão da crista tibial e o paciente foi encaminhado para cirurgia.

 

Rx pré-operatório diagnosticando avulsão de crista tibial direita.RX preIncisão de pele.

IMG_1542 Localização da avulsão.IMG_1544 Passagem de fio de aço para banda de tensão através da tíbia.IMG_1548 Passagem do pino para fixação da avulsão e ajuste da banda de tensão em configuração de 8.IMG_1550IMG_1553Bandagem pós operatória.

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Osteossíntese de rádio com placa.

Animal foi encaminhado para a clínica escola com histórico de trauma automobilístico, já havia realizado todos os exames e não apresentava alterações em nenhum deles, exceto o Rx de MAD que revelou fratura total de rádio e ulna. Animal então foi encaminhado para cirurgia, quadro havia ocorrido 48 horas antes.
IMG_1241-2Membro preparado para cirurgia.IMG_1244 Incisão de pele.IMG_1245 Localização do foco de fratura.IMG_1247-2 Fragmentos ósseos localizados.IMG_1251Redução da fratura.IMG_1255 Ensaio da placa.IMG_1258 Colocação dos primeiros parafusos.IMG_1261Cirurgia finalizada. Esqueci de fotografar o RX mas quando colocar as fotos do Rx pós-operatório posto e de antes também.

Colocefalectomia, recuperação após 6 meses.

Pessoal!

Muitos leitores mandam email perguntando sobre a recuperação da cirurgia de colocefalectomia. Segue um vídeo de um animal que foi operado devido a necrose asséptica de cabeça e colo femoral, o animal foi operado 6 meses atrás e ontem fiz sua última revisão. A proprietária relata que o animal retornou completamente as suas atividades, inclusive subir e pular nos móveis.

Att.

Dr. André Carneiro.

Lázaro

I Curso de Emergência em Pequenos Animais

Prezados Leitores, colegas e alunos.

Gostaria de agradecer a todos os participantes do nosso I Curso de Emergência Veterinária. Foi um grande sucesso e em breve teremos novidades sobre outros cursos!Folder

Interessados entrar contato com: cursos_cl@yahoo.com

Teoria DSC_1437 DSC_1450 DSC_1473 DSC_1509 DSC_1521 DSC_1679 DSC_1714 DSC_1724 DSC_1761 Turma

Att. Dr. André Carneiro

Flap pediculado de pele para cobertura de lesão por miíase.

Animal de rua que chegou até a clínica por intermédio de uma cliente. Estava com uma miíase muito grande e já havia perdido dois dígitos, foi feita limpeza da ferida e tratamento da lesão para que pudesse ser realizado o enxerto.

Lesão após limpeza e tratamento sendo preparada para receber o enxerto.

Amputação do terceiro metacarpo devido a exposição óssea e possível osteomielite.

Reavivamento dos bordos da lesão.

Retirada do flap da área doadora, região latero-cranial de tíbia.

Medindo o tamanho do flap e ensaiando a cobertura.

Primeiros pontos para fixação do flap.

Fechamento da área doadora.

Finalização da cobertura.

Resultado após 30 dias.

Flap ainda presente sem necrose, um pouco retraído devido a deiscência de alguns pontos por lambedura do animal.

Retirada do flap com excelente resultado final, agora é só aguardar o fechamento total da lesão. Animal já caminha normalmente e apoia o membro sem problemas.

TTA e TPLO

Tenho recebido diversos comentários sobre Ruptura de ligamento cruzado em cães (RLCC). Muitos perguntam qual melhor técnica para cães grandes, na minha opinião essas são as duas melhores técnicas para correção de RLCC em cães grandes.

Seguem dois links, um de TTA e outro de TPLO.

http://www.youtube.com/watch?v=QdrlWziv5sI

http://www.youtube.com/watch?v=a9msyfzTKGg&feature=related

Aproveitem, os vídeos são bem didáticos.

Colocação de tela cirúrgica em hérnia incisional por Rabdomiossarcoma em serpente ( Corn Snake )

Esse animal chegou a mim pelos amigos da Dr. Silvestre, havia sido realizado uma cirurgia anterior para remoção de uma tumoração que abragia pele, tecido subcutâneo e musculatura. Foi realizada ressecção cirúrgica com margens de segurança, onde uma semana após houve deiscência da sutura e exposição de cavidade celomática, optamos então pela colocação de uma tela de polipropileno para correção do defeito na musculatura.

Intubação e manutenção anestésica com Sevoflurano

Posicionamento e monitorização com Doppler.

Divulsão dos tecidos e reavivamento dos bordos da lesão.

Lesão pronta para colocação da tela.

Colocação da tela com pontos simples separados e fio inabsorvível ( Nylon 3-0 ).

Colocação da tela concluída.

Divulsão dos tecidos subcutâneos e aproximação da pele.

Sutura de pele com padrão simples separado e fio inabsorvível ( Nylon 3-0 ).

Finalização.

A histopatologia revelou Rabdomiosarcoma.

Tratamento de estenose traqueal em cães com uso de próteses de polipropileno.

O colapso traqueal é uma doença degenerativa e incapacitante, tendo uma grande importância na clínica de cães. O colapso traqueal faz com que a passagem de ar para os pulmões fique diminuída, debilitando e muitas vezes levando o animal a óbito. Os sinais clínicos podem ocorrer de forma aguda, e então, progridem lentamente por meses a anos. Há piora da tosse durante uma fase de excitação ou exercício, ou quando a coleira exerce pressão sobre o pescoço do animal. Em casos mais avançados ou após exercícios, podem-se observar dispnéia inspiratória nos cães com colapso extratorácico e dispnéia expiratória nos animais com colapso intratorácico. É freqüentemente diagnosticada baseando-se nos sinais clínicos e nos achados das radiografias torácica e cervical. A fluoroscopia ou broncoscopia são mais sensíveis do que as radiografias de rotina. Uma opção de tratamento para o colabamento traqueal é sintomático, e pode aliviar os sintomas em alguns cães. Outra opção é o tratamento cirúrgico, que é indicado para cães com 50% ou mais de redução no diâmetro luminal da traquéia. O objetivo do procedimento cirúrgico é proporcionar sustentação rígida para o segmento traqueal colabado e manter a função do sistema mucociliar.

Artigo: Correção de colapso traqueal