Laparotomia para retirada de tumor abdominal.

Esse animal deu entrada na clínica com histórico de diarréia, foi solicitada uma US abdominal onde foi detectada uma massa de 12 cm x 8 cm, próximo ao rim direito. Foi solicitada uma tomografia para avaliar possível vascularização conjugada ao rim e/ou comprometimento do mesmo, todos os exames hematológicos e bioquímicos apresentavam-se normais. A tomografia revelou não haver ligação vascular ou comprometimento renal, sendo assim animal foi encaminhado para cirurgia.

Imagem da tomografia, notar grande diferença de tamanho entre o tumor e o rim.

Incisão inicial.

Logo após incisão, foi localizado e exteriorizado o tumor.

Retirada do tumor, apesar do tamanho era um tumor pouco vascularizado.

Aproximadamente 14 cm x 8 cm

Tumoração cística, o material foi encaminhado para histopatologia e aguardo resultado, assim que chegar posto aqui para todos.

Cistotomia em Felino por Obstrução Uretral.

Esse animal chegou a mim encaminhado por uma colega veterinária com o seguinte histórico: Dificuldade em urinar que culminou em obstrução total, intensa hematúria quando ainda conseguia urinar, chegou a mim após 7 dias de tentativas sem sucesso de desobstrução. Foi solicitada US abdominal que revelou presença de uma massa, dentro da bexiga, com ecogenicidade variada sugerindo um coágulo e/ou massa tumoral, intensa hidronefrose em rim esquerdo com dilatação de ureter e rim direito com discreta hidronefrose, presença de líquido livre em cavidade. Foi realizada sondagem com sonda Tom Cat onde não se conseguia passar de determinado segmento da uretra. Recomendei laparotomia exploratória para avaliar possível ruptura de bexiga e avaliação da massa.

Campo cirúrgico preparado

Presença de grande quantidade de líquido em cavidade abdominal.

Bexiga extremamente edemaciada e inflamada mas sem evidências de ruptura.

Incisão na bexiga revelando presença de grande coágulo ocupando toda extensão da bexiga.

Bexiga vazia após retirada de todo conteúdo.

Sutura terminada já com bexiga repleta de soro injetado por sonda uretral, nenhum ponto de vazamento.

Conteúdo retirado da bexiga.

Único cálculo encontrado com aproximadamente 3 mm, estava obstruindo exatamente a saída da uretra, será ele o provocador de tudo isso?

Odontologia em roedores e coelhos.

Os roedores são numerosos e cada vez mais comuns entre os animais de estimação. Caracterizam-se por possuir quatro dentes incisivos longos, com crescimento contínuo (elodonte) e forma de cinzel (um dente em cada hemiarco dentário). De modo geral, seus dentes pré-molares e molares são braquiodontes, com raízes formadas e crescimento limitado. No entanto, alguns roedores (chinchila – Chinchilla lanigera, porquinho-da-índia – Cavia porcelus) possuem os prémolares e molares sem a formação de raízes verdadeiras e com crescimento contínuo, chamados de elodontes completos. Os lagomorfos, como os coelhos (Oryctolagus cuniculus), distinguem-se dos roedores por apresentar dois incisivos maxilares em cada hemiarco dentário (duplicidentata), porém também são elodontes completos. O crescimento dentário contínuo e a presença de afecções hereditárias ou traumáticas predispõem à maloclusão nestes animais, quando as características mastigatórias podem ser perdidas.

A maloclusão é a enfermidade oral mais comum em roedores e lagomorfos, podendo ser corrigida em um único procedimento ou necessitar de correções periódicas por toda a vida do animal.
Os sinais clínicos relativos à maloclusão são os mesmos relacionados a outras enfermidades orais e incluem: perda de peso, anorexia, ptialismo ( salivação excessiva ), hipercrescimento de incisivos, abscesso facial, corrimento óculo-nasal e exoftalmia. Um minucioso exame da cavidade oral só pode ser realizado com o animal quimicamente contido, dada a dificuldade de visão da cavidade oral em roedores e lagomorfos.

Em qualquer situação de maloclusão há comprometimento da preensão e mastigação, necessitando-se de tratamento que permita o retorno da cavidade oral à sua função. O tratamento envolve a correção do alinhamento oclusal e do manejo dietético, com itens alimentares mais fibrosos e abrasivos (vegetais ricos em sílica, lignina e celulose). Tais procedimentos só podem ser realizados com o animal sob anestesia geral.

Fonte: http://www.faunaespecialidades.com.br/site/especialidades_od.htm

Tendo em vista tudo isso, posto algumas fotos de um procedimento realizado pelo Dr. Júlio Arruda, médico veterinário especializado em animais silvestres, e no Rio de Janeiro atua na área de odontologia de roedores e lagomorfos, com material específico para tal finalidade.

Essa mesinha que está ao lado do animal é específica para realização de procedimentos odontológicos em roedores e lagomorfos.

Equipo digital.

Manutenção anestésica com máscara realizada pelo Dr. Vinícius Lopes.

Procedimento sendo realizado.

Blefaroplastia por excisão tumoral em pálpebra inferior.

Este animal deu entrada na clínica com histórico de um nódulo em pálpebra inferior esquerda. Teve evolução de aproximadamente 30 dias, foi tratado inicialmente com pomada antiinflamatória mas não obteve bom resultado, foi indicada retirada cirúrgica e posterior avaliação histopatológica.

Nódulo palpebral.

Campo preparado.

Retirada do nódulo.

Sutura palpebral em padrão contínuo e intradérmica com fio absorvível de poliglactina 910 ( 3-0 ).

Sutura palpebral terminada.

Nódulo com aproximadamente 0,5 cm de diâmetro. Infelizmente a proprietária não autorizou a realização da histopatologia.

 

Após 7 dias, a foto foi tirada com o telefone por isso não está muito boa desculpem.

Colocação de tela cirúrgica em hérnia incisional por Rabdomiossarcoma em serpente ( Corn Snake )

Esse animal chegou a mim pelos amigos da Dr. Silvestre, havia sido realizado uma cirurgia anterior para remoção de uma tumoração que abragia pele, tecido subcutâneo e musculatura. Foi realizada ressecção cirúrgica com margens de segurança, onde uma semana após houve deiscência da sutura e exposição de cavidade celomática, optamos então pela colocação de uma tela de polipropileno para correção do defeito na musculatura.

Intubação e manutenção anestésica com Sevoflurano

Posicionamento e monitorização com Doppler.

Divulsão dos tecidos e reavivamento dos bordos da lesão.

Lesão pronta para colocação da tela.

Colocação da tela com pontos simples separados e fio inabsorvível ( Nylon 3-0 ).

Colocação da tela concluída.

Divulsão dos tecidos subcutâneos e aproximação da pele.

Sutura de pele com padrão simples separado e fio inabsorvível ( Nylon 3-0 ).

Finalização.

A histopatologia revelou Rabdomiosarcoma.

Lesão por abrasão cutânea.

Este animal deu entrada no IEMEV com histórico de atropelamento, onde o animal foi arrastado por alguns metros e resultou nisso.

Foi feita limpeza da área e sutura com a colocação de um dreno.

Sutura finalizada, animal foi liberado no dia seguinte após realização de exames. Sutura realizada pelo Dr. Adriano Baldaia.

Enterotomia por corpo estranho linear em felino.

Este animal deu entrada na clínica com quadro de vômitos e diarréia, após realização de exames e US abdominal foi detectado corpo estranho linear em porção final de cólon e início do reto. Animal foi encaminhado para o setor de cirurgia.

Abertura da cavidade abdominal.

Exposição e abertura da alça.

Retirada das fezes presentes.

Retirada de corpo estranho com 10 cm aproximadamente.

Fechamento da alça.

Sepultamento da sutura para evitar aderências.

Finalização da cirurgia.

Granuloma em glândula adanal de felino

Este animal foi encaminhado para o IEMEV com histórico de fístula de glândula adanal, estava sendo medicado com pomada local mas não obteve bom resultado. Foi recomendada cirurgia para retirada do tecido e posterior avaliação histopatológica, a cirurgia foi feita em conjunto com o Dr. Adriano Baldaia.

Aspecto do tecido antes da cirurgia.

Aspecto da lesão após desbridamento. Estamos aguardando o resultado da histopatologia, assim que sair posto o resultado.

Enterotomia em Ferret por corpo estranho.

Animal foi encaminhado com suspeita de neoplasia intraluminal em intestino. Mas o profissional que fez a US sugeriu uma possível obstrução por corpo estranho, com isso sugerimos uma laparotomia exploratória para diferenciar.

Animal pré-medicado.

Animal com sonda traqueal e mantido com isoflurano.

Campo preparado.

Monitorização

Incisão de pele

Acesso a cavidade abdominal

Localização do corpo estranho em região mesogástrica direita.

Enterotomia da alça no local do corpo estranho.

Retirada do corpo estranho.

Pedaço de borracha escolar.

Sutura da alça.

Sutura completa.

Sutura de musculatura e pele com pontos simples.

 

 

 

 

Enucleação.

Esse animal é de um amigo, também veterinário, o Dr. Felipe Batalha da clínica Dr. Silvestre. O animal tinha glaucoma e já havia sido feita enucleação do olho direito, tendo em vista o desconforto do animal e as sucessivas lesões resolvemos enuclear o outro olho.

Campo preparado

Feita cantotomia lateral, medial e incisão perilímbica para divulsão do globo ocular.

Divulsão completa do globo.

Retirada do globo e anexos.

Finalização.